Índia se torna foco de ajuda sanitária internacional
País receberá ajuda da Austrália, Grã-Bretanha

Enquanto uma segunda onda de pandemia se espalha na Índia, que registrou mais de 300.000 novos casos de coronavírus pelo sexto dia consecutivo na terça-feira, países ao redor do mundo estão tentando ajudar. Mas seus esforços para enviar oxigênio e outros auxílios críticos são improváveis de tapar buracos suficientes no sistema de saúde afundando da Índia para acabar com sua catástrofe mortal.
O Ministério da Saúde indiano registrou mais de 320.000 novos casos e 2.771 mortes nesta terça-feira (27). O sistema de saúde do pais entrou em colapso.
Os números representaram ligeiras quedas em dos recordes do dia anterior, mas especialistas disseram que isso não era um sinal de que o surto estava diminuindo.
Há sinais de que o número total de quase 198.000 mortes da Índia pode ser na realidade uma subcontagem. Os números seriam bem maiores.
O governo australiano disse na terça-feira que suspenderia os voos comerciais da Índia até pelo menos 15 de maio, juntando-se à Grã-Bretanha, Canadá, Cingapura e várias outras nações que restringiram as viagens do país.
O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, disse que seu governo doaria ventiladores e equipamentos de proteção para ajudar a Índia a conter o surto.
Os Estados Unidos se comprometeram a ajudar a Índia, em comunicado do Presidente Biden. O presidente dos EUA afirma que a Índia ajudou os EUA no combate à pandemia e agora é o momento da ajuda partir dos norte-americanos para os indianos.
O país deve enviar também estoques da vacina AstraZeneca para a Índia. A vacina AstraZeneca não foi aprovada pela FDA e trata-se de uma reserva que os EUA contam no momento e o Brasil buscava em negociação. Os EUA se comprometeram a enviar as vacinas após aprovação do estudo de segurança pela agência norte-americana de medicamentos.
A União Europeia está na cooperação internacional e os primeiros carregamentos de ajuda estão chegando à Índia.



