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Influenciada por eventos climáticos no ano passado, produção de banana cai até 33% no Sul de SC

Sofre com o frio

Geada e ventos prejudicaram desenvolvimento e qualidade das frutas

Por Emanuela Teixeira25 de fevereiro de 2026 3 min de leitura
Emanuela Teixeira/Especial Engeplus

A produção de banana no Sul de Santa Catarina teve queda entre 2025 e 2026 em relação ao período anterior. A redução foi de 9,93%, 10,67% e de 33,3% nas microrregiões de Criciúma, Araranguá e Tubarão, respectivamente. Os resultados foram influenciados por condições climáticas durante o inverno, prejudicando o desenvolvimento das plantas.

Os impactos mais significativos aconteceram no mês de julho do ano passado, lembra a extensionista rural da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Gabriela Berguenmaier de Olanda. “No início do mês tivemos geada muito forte e no fim do mês tivemos ventos também fortes. As folhas ficaram queimadas pela geada ou foram rasgadas com o vento. Algumas plantas também tombaram. Essas plantas levam um tempo para se restabelecer e recomeçar a produzir”, explicou.

Em toda Santa Catarina, no período de 2025/26, foram produzidas 765.1 mil toneladas de bananas, apontou a Epagri. Os dados mostram uma retração de 0,41% em comparação ao período de 2024/2025. A fruta é a mais consumida no Brasil e no mundo, tendo como principais produtores a Índia, China, Indonésia e o Brasil, em quarto lugar.

Foto: Epagri/Cepa- Dezembro de 2025

Mais banana e menor preço

Mesmo com a queda, é durante o verão que a produtividade da banana ganha força. É que o verão e suas temperaturas elevadas auxiliam no desenvolvimento e sabor da fruta. “No Brasil, a produção cai no inverno e, a partir de setembro, com temperaturas mais altas, as plantas começam a ativar o metabolismo e a capacidade fisiológica, com folhas e cachos com mais intensidade. Por isso, a produtividade é melhor no verão, mas ainda está abaixo do mesmo período do ano anterior”, frisou a extensionista rural.

Por outro lado, o ápice da produtividade e os efeitos do clima na fruta derrubaram o preço aos consumidores e, consequentemente, aos produtores. “É uma época que tem mais oferta de banana e, por conta daqueles eventos climáticos do ano passado, com uma qualidade menor. As frutas têm manchas e coloração mais escuras, afetando o valor de mercado. A caixa de 20 quilos está em média R$ 30. O produtor está vendendo a R$ 1,50 o quilo”, frisou.

Em Santa Catarina, a produção acontece em propriedades de pequeno a médio porte, envolvendo 3.764 famílias nas microrregiões de Joinville, Araranguá, Blumenau, Itajaí, Criciúma, São Bento do Sul e Tubarão. As variedades mais comuns são caturra, em maior quantidade no Litoral Norte, e a prata, com maior produção no Sul. Jacinto Machado é o município com maior área plantada no Sul, somando quase 3 mil hectares em propriedades de 350 produtores.

Para onde vai a banana catarinense:

20% consumida em natura no estado;

18% destinada pra as agroindústrias catarinenses;

48% para os estados do PR, RS, SP, MS, MT, RJ, MG e outros;

14% exportado para Uruguai, Argentina e Países Baixos.

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