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Intercambista sul catarinense acompanha de perto crise na Bolívia

Jovem de Siderópolis está no país para um intercâmbio pelo curso de mestrado

Por Lucas Renan Domingos

3 min de leitura

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Foto: Elineuro Meira/Fotos Públicas

A jovem Ana Carolina Feltrin, moradora de Siderópolis e estudante do mestrado de Ciência e Engenharia de Materiais da Unesc, está na Bolívia para um intercâmbio de seis meses. Ela acompanha de perto a situação política pela qual o país passa, após o presidente Evo Morales ter renunciado ao cargo e pedido refúgio político ao México.

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Após o anúncio de Evo, grupos de apoiadores do ex-presidente têm realizado manifestações pelo país. Segundo Ana Carolina, a previsão era que as aulas voltassem ao normal nesta quinta-feira, dia 14. "Eu estou realizando um estágio em uma universidade, mas por conta de tantas ameaças, as aulas foram canceladas novamente", conta.

Segundo a estudante, os manifestantes realizam ameaças com violências. "Os protestos são diferentes dos que existiam antes, contra o Evo Morales. Esses são muito perigosos. A universidade nos pediu para não participar das manifestações", ressalta a jovem.

Ana Carolina mora em Cochabamba. Segundo ela, alguns pontos da cidade acabam sendo mais perigosos de frequentar. "No dia da renúncia, fechamos a casa às 19h, porque manifestantes ameaçavam quebrar a cidade toda. Antes, durante a greve, os protestos foram pacíficos", relata.

De acordo com a mestranda, espera-se que nesta sexta-feira, dia 15, as aulas voltem ao normal, assim como o restante dos serviços. "Não vamos ao supermercado da área central há 20 dias. Onde moro, consigo sair para ir a um mercadinho que temos na esquina. Ontem o Exército começou a obrigar que os bloqueios nas ruas fossem desfeitos", comenta a jovem.

Entenda o caso

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A renúncia de Evo e seu vice-presidente, Alvaro García Linera, aconteceu após uma polêmica eleição ocorrida no dia 20 de outubro deste ano. Depois de ser eleito com 47,07%, por ter obtido mais uma porcentagem de mais de 10% contra seu adversário, Carlos Mesa, conforme as regras eleitorais bolivianas.

Houveram acusações de ambos os lados e uma missão de obsevação da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou problema como falta de segurança no armazenamento de urnas e a suspensão dos votos da eleição.

A suspeita de fraude levou manifestantes para as ruas, que pediram a saída do presidente. Acontece que o sistema de contagem rápida do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da Bólívia havia apontado para um segundo turno.

Tempos depois da suspensão das apurações, o TSE anunciou mudança de tendência e decretou a vitória de Evo. Manifestantes chegaram a determinar uma data para a renúncia do presidente reeleito, que seria dia 4 de novembro, mas ele só anunciou sua saída no dia 10.

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