Itália mantém número de mortes por dia baixo
Empresas exportadoras começam processo de reabertura esta semana
Por André Abreu
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As mortes pela epidemia de Covid-19 na Itália subiram em 382 nesta terça-feira, contra alta de 333 no dia anterior, informou a Agência de Proteção Civil do país, enquanto o total de pessoas infectadas desde o início do surto ultrapassou 200 mil.
O número diário de novas infecções ficou em 2.091, acima dos 1.739 casos registrados na segunda-feira.
O número diário de mortes, de 382, foi o mais alto desde sábado, e o número total de fatalidades na Itália desde que a epidemia veio à tona, em 21 de fevereiro, agora é de 27.359, informou a agência --a segunda maior quantidade de óbitos do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
O total de casos oficialmente confirmados, incluindo aqueles que morreram e os que se recuperaram, já soma 201.505, a terceira maior contagem global, atrás dos Estados Unidos e da Espanha.
As pessoas registradas como portadoras da doença caíram de 105.813 para 105.205, em comparação com a leitura de segunda-feira.
Nesta terça-feira, havia 1.863 pessoas em terapia intensiva, contra 1.956 anteriormente, mantendo um declínio de longa duração. Dos originalmente infectados, 68.941 foram declarados recuperados, contra 66.624 no dia anterior.
Balanço de segunda-feira (27)
As mortes pela epidemia de Covid-19 na Itália subiram em 333 nesta segunda-feira contra alta de 260 no dia anterior, informou a Agência de Proteção Civil, mas a contagem diária de novos casos caiu para 1.739, ante 2.324 no domingo, o que representa o menor número diário desde 10 de março.
De acordo com a agência, o número total de mortos na Itália desde o surgimento do surto de coronavírus em 21 de fevereiro agora é de 26.977, o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
O número de casos confirmados é de 199.414, o terceiro maior do mundo atrás dos Estados Unidos e da Espanha.
As pessoas registradas como portadoras da doença caíram de 106.103 para 105.813 no domingo.
Havia 1.956 pessoas em terapia intensiva na segunda-feira contra 2.009 no domingo, mantendo uma tendência de declínio.
Dos originalmente infectados, 66.624 foram declarados recuperados, contra 64.928 no dia anterior.
A agência disse que um total de 1.237 milhão de pessoas já foram testadas para o vírus, contra 1.211 milhão até o dia anterior, em uma população de cerca de 60 milhões.
O primeiro-ministro Giuseppe Conte anunciou no domingo que, a partir de 4 de maio, a Itália suspenderá gradualmente sua quarentena imposta há sete semanas para tentar conter a epidemia.
Balanço de domingo (26)
64.928 pessoas curadas desde o início da epidmeia. Mais de 1800 pessoas curadas nas últimas 24 horas.
O número de mortes nas últimas 24 horas foi de 260 pessoas. O número de pessoas contaminadas cresceu um pouco mais de 1% (1,19%).
Um número próximo de 1% indica que os contágios estão sob controle. Este número está diminuindo a cada dia. Há mais de 197 mil pessoas contaminadas no total desde o início da epidemia. Houve um aumento de 2.324 casos nas últimas 24 horas.
Alguns setores considerados "estratégicos", incluindo atividades majoritariamente orientadas para a exportação, poderão reabrir esta semana, desde que recebam liberação de prefeitos.
As empresas exportadoras precisam retomar a atividade mais cedo para reduzir o risco de serem cortadas da cadeia de produção e perder negócios, de acordo com o premiê.
"Não podemos prolongar mais esse isolamento ... correríamos o risco de minar seriamente a estrutura socioeconômica do país", disse Conte.
Conte reiterou que qualquer reinício terá que ser gradual, e as empresas terão que introduzir rigorosas medidas de segurança sanitária antes de abrir suas portas.
O isolamento colocou uma pressão sobre a terceira maior economia da zona do euro e os líderes empresariais italianos pediram que as restrições fossem atenuadas para evitar uma catástrofe econômica.
Balanço de sábado (25)
Mortes pela epidemia de COVID-19 na Itália cresceram em 415 neste sábado, a menor contagem diária desde 17 de março, afirmou a Agência de Proteção Civil.
O número de novas infecções também foi o menor em cinco dias, em 2.357, em comparação com 3.021 na sexta-feira. O total de mortes foi um pouco menor do que as 420 de sexta.
O total de fatalidades desde o começo da pandemia, em 21 de fevereiro, agora está em 26.384, disse a agência, o segundo maior do mundo depois dos Estados Unidos.
O número de casos confirmados era 195.351, o terceiro maior total atrás de Estados Unidos e Espanha.
As pessoas registradas com a doença atualmente caiu para 105.847 de 106.527 na sexta-feira, o sexto dia consecutivo de declínio.
Havia 2.102 pessoas em tratamento intensivo no sábado, contra 2.173 na sexta-feira, mantendo uma queda que já vem de longa data. Dos originalmente infectados, 63.120 foram declarados recuperados, contra 60.498 um dia antes.
A agência afirmou que 1,187 milhão de pessoas foram testadas para o vírus contra 1,148 milhão no dia anterior, em uma população com aproximadamente 60 milhões.
Reabertura gradual no Vêneto
O governo do Vêneto, na Itália, anunciou ontem (24) uma série de medidas de relaxamento para o comércio da região como parte da fase dois do combate à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), segundo as informações da agência italiana Ansa.
A partir das 15h (10h no horário de Brasília) desta sexta-feira (24), os donos de confeitarias e sorveterias abriram seus estabelecimentos para vender seus produtos para viagem – até agora era só permitido a entrega em casa -, mas continua valendo a proibição de consumo no interior dos estabelecimentos nesta fase da reabertura.
Livrarias, papelarias e lojas de roupas para crianças reabriram, respeitando a regra válida para clientes e lojistas de usar máscara de proteção e luvas, bem como manter a distância de um metro entre as pessoas.
“Nós raspamos o fundo do barril, cortando tudo aquilo que podíamos de acordo com a legislação. Mas, que fique claro, isso não é uma liberação total”, explicou o governador Luca Zaia, ressaltando que a medida não contraria as decisões já tomadas pelo governo italiano e as que estão em debate e devem entrar em vigor a partir de 4 de maio.
“A nossa ordem de hoje não tem nenhuma finalidade de contrapor aquelas que serão as medidas nacionais. É uma interpretação e uma reorganização, em muitos casos de alinhamento, com outras realidades regionais e com o próprio decreto vigente. Para a reabertura verdadeira, nós continuamos na espera das determinações do governo federal, que nesse momento está ouvindo todas as partes interessadas, na esperança de que os pedidos das regiões sejam acolhidos”, disse Zaia ontem.
Segundo dados do governo local, foram analisados os números do Vêneto entre 13 e 24 de abril para tomar uma decisão e, como há “uma tendência que já dura duas semanas”, as medidas foram tomadas. “No dia 13 de abril, tínhamos 1.672 pessoas hospitalizadas e 254 na terapia intensiva. Depois de 11 dias, são 400 internações a menos e o número nas UTIs caiu pela metade”, reforçou ainda.
A ordem seguiu uma flexibilização que começou a ser anunciada no dia 13 de abril, quando o governo regional liberou a circulação de pessoas por áreas que fiquem a mais de 200 metros de suas residências e obrigou o uso de máscaras de proteção em público, entre outros.
Zaia, que pertence ao partido de oposição de extrema direita Liga, que já fez parte da coalizão nacional atual, é um dos governadores que mais está pressionando o premier Giuseppe Conte para a reabertura econômica pós-pandemia.



