Itália planeja retomada gradual das atividades a partir de maio
Primeiro-ministro se comunicou através do Facebook
Por André Abreu
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A Itália deve começar a retomar gradualmente as atividades em 4 de maio, informou o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, nesta terça-feira em seu perfil oficial no Facebook. Em longa postagem, ele disse que gostaria de poder abrir tudo novamente, de forma imediata, mas que essa decisão seria irresponsável.
"Isso faria a curva de contágio subir de forma descontrolada e anularia todos os esforços que fizemos até agora", escreveu. A Itália está em quarentena total desde 9 de março e foi o primeiro país europeu a ser duramente atingido pela pandemia.
Conte afirmou que, até o fim de semana, espera poder divulgar detalhes do complexo programa de retomada gradual da rotina. O primeiro-ministro também defendeu que não se pode agir com "improvisação" e que a cautela não pode ser abandonada. Também mencionou que não pode tomar decisões para agradar a opinião pública ou alguns setores.
"A flexibilização das medidas deve ocorrer com base em um plano bem estruturado e articulado", escreveu, ressaltando que tudo deve ser embasado em dados científicos. Ele disse que nenhum detalhe pode ser deixado de lado, pois a flexibilização traz "o risco concreto de um aumento na curva de contágio" e o país deve estar preparado para que essa elevação seja "a mínima possível".
O primeiro-ministro explicou que, ao se reabrir uma empresa, por exemplo, muitos fatores devem ser levados em consideração, até mesmo de que forma os funcionários se deslocam até o trabalho – se usam transporte privado ou público e quais os horários de pico.
"Devemos agir com base em um programa nacional, que leve em consideração as peculiaridades territoriais", afirmou.
No texto, o premiê cita alguns médicos que estão trabalhando com o governo no gerenciamento da crise e menciona que 110 milhões de máscaras e cerca de 3 mil respiradores foram enviados a todas as regiões do país.
Com mais de 181 mil infecções, a Itália é o terceiro país do mundo com mais casos do novo coronavírus, atrás apenas de Estados Unidos e Espanha, segundo dados da universidade norte-americana Johns Hopkins, e o segundo país com o maior número de mortes, com mais de 24 mil.



