Lagoa do Caverá: estudo técnico quer identificar origem da drástica redução do volume de água
Araranguá
Área alagada passou de 1,2 mil hectare em 1984 para 608 hectares em 2023

Evitar que um dos principais mananciais naturais de água continue apresentando drástica redução em seu volume de água. Este é o principal objetivo das articulações lideradas pelo biólogo e diretor operacional da Fundação Ambiental do Município de Araranguá (Fama), João Rosado. A pauta possui interesse coletivo, mas cresce em mobilização, inclusive sendo tema de debates em órgãos como Comitê da Bacia do Rio Araranguá, Associação dos Municípios do Extremo Sul (Amesc), Câmara de Vereadores, Prefeitura de Araranguá e Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
Na tarde dessa quarta-feira, dia 8, o diretor operacional esteve reunido com o diretor geral do Samae de Araranguá, Jairo do Canto Costa, reiterando sobre a importância de desenvolver estudos técnicos visando identificar o que de fato faz diminuir o fluxo da água na Lagoa do Caverá.
“O problema é antigo e cresce de proporção a cada dia e que não encontramos uma solução. Os dados são alarmantes. Para ilustrar isso, basta lembrar que, em 1984, a lagoa ocupava uma área de 1.216,02 hectares, contrastando com os atuais 608,2 hectares. Essa situação ameaça um dos principais recursos hídricos do Extremo Sul Catarinense, impactando não apenas em Araranguá, mas nos outros municípios que abrange: Sombrio, Balneário Arroio do Silva e Balneário Gaivota”, ponderou.
É justamente para identificar quais as causas desta situação e posteriormente elaborar um diagnóstico, que embasará um estudo técnico. O procedimento será executado em parceria com o Samae de Araranguá, que já iniciou o esboço para promover, no início de 2024, uma licitação objetivando contratar o prestador desse serviço.
“Na comunidade de Lagoa do Caverá, a autarquia planeja implantar sua sexta Estação de Tratamento de Água (ETA), que terá a missão de abastecer moradores da localidade anfitriã, mais Sanga da Areia, Sanga da Toca, Santa Catarina, Polícia Rodoviária, Operária, Jardim Cibeli e adjacentes”, afirmou o diretor.
Nova ETA
O Samae já adquiriu uma área de 6 hectares e mantém expectativa de que a Estação de Tratamento de Água (ETA) da Lagoa do Caverá esteja operando em 2024. Já o biólogo da Fama, observou que a construção da ETA não vai interferir no nível de água da Lagoa do Caverá, que deve receber recarga suficiente para sua manutenção, a exemplo do que já ocorre na Lagoa dos Bichos e Lagoa da Serra, que também abastecem suas respectivas ETAs.
Desde 2020, Rosado está empenhado na recuperação da Lagoa do Caverá, que já constituiu-se na maior lagoa de água doce de Santa Catarina.



