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Lançado há um ano, serviço de acolhimento temporário já beneficiou dez crianças em Criciúma

Família Acolhedora

Secretaria de Assistência Social está buscando novos participantes para o projeto

Por Patrick Stüpp28 de julho de 2026 4 min de leitura
Unsplash/Ilustrativa/Divulgação

O Programa Família Acolhedora, serviço de acolhimento temporário às crianças e adolescentes afastados de suas famílias por medida de proteção, vem alcançando resultados positivos com o acolhimento de dez crianças, em Criciúma. A iniciativa está em andamento há um ano, após ser lançada pela Secretaria de Assistência Social no dia 17 de julho de 2025.

Suellen Guollo, psicóloga do Programa Família Acolhedora, frisou ao Portal Engeplus que, das dez crianças acolhidas por famílias acolhedoras no município, três delas já puderam retornar ao convívio das suas famílias. O retorno aconteceu após o trabalho desenvolvido pela rede de proteção e o restabelecimento das condições necessárias para a reintegração familiar.

“Atualmente, o município conta com quatro famílias acolhedoras habilitadas e em atuação. Ao longo deste período, cinco famílias participaram do serviço. Outras duas famílias estão em processo de avaliação. Esses resultados consolidam Criciúma como uma importante modalidade de proteção, oferecendo às crianças e adolescentes um ambiente seguro, afetivo e acolhedor enquanto suas trajetórias são reconstruídas”, pontuou.

Das quatro famílias que atualmente estão cadastradas e habilitadas, três estão desde o início do serviço. A Secretaria de Assistência Social de Criciúma também está buscando ampliar o número de famílias acolhedoras cadastradas, pois quanto maior for o número, maiores são as chances de oferecer um acolhimento que respeite as necessidades e características de cada criança ou adolescente.

“Dessa forma, preservando, sempre que possível, seus vínculos comunitários, escolares e familiares. Por isso, seguimos convidando a comunidade a conhecer o serviço e a refletir sobre a possibilidade de exercer esse importante papel de proteção, cuidado e afeto na vida de crianças e adolescentes que necessitam de acolhimento temporário”, pontuou a psicóloga.

Programa de acolhimento foi lançado há um ano em Criciúma. (Foto: Patrick Stüpp/Portal Engeplus)

Como funciona o serviço?

O serviço de acolhimento em Família Acolhedora atende crianças e adolescentes de todas as idades, desde o nascimento até os 18 anos. Entretanto, cada família acolhedora passa por um processo de avaliação e, junto à equipe técnica, é definido um perfil de acolhimento, considerando aspectos como a faixa etária da criança ou do adolescente e a possibilidade de acolher irmãos, por exemplo.

Suellen frisou que, com base na legislação, o acolhimento institucional ou familiar é uma medida excepcional e, em regra, não deve ultrapassar 18 meses. Contudo, cada caso é único e o tempo de acolhimento pode variar de acordo com a situação e as necessidades de cada criança ou adolescente.

“Quando o retorno à família de origem não é possível e, após as avaliações e decisões judiciais, entende-se que a melhor alternativa é a colocação em uma família substituta, a criança ou o adolescente será encaminhado para a adoção, seguindo todos os procedimentos legais e judiciais necessários”, explicou.

No momento, três famílias estão realizando o acolhimento de cinco crianças. Uma vaga também está disponível para um novo acolhimento. De acordo com a psicóloga, cada nova família que se dispõe a acolher representa uma nova possibilidade de proteção e cuidado. “Criciúma também conta com quatro serviços de acolhimento institucional, que juntos disponibilizam 69 vagas. Porém, todas já estão preenchidas”, acrescentou.

Psicóloga destacou os resultados do projeto após um, ano do lançamento. (Foto: Patrick Stüpp/Portal Engeplus)

Critérios para acolher

Para se tornar uma família acolhedora, é necessário ter mais de 21 anos, residir em Criciúma, ter a disponibilidade de tempo, estabilidade emocional e, principalmente, não ter interesse em adoção, compreendendo o caráter temporário de acolhimento. Os documentos necessários podem ser acessados no site da Prefeitura de Criciúma, clicando aqui.

“Os interessados passam por um processo conduzido pela equipe técnica, que inclui entrega de documentação, avaliação psicossocial com entrevistas e visitas domiciliares, além de capacitação. Após a aprovação, a família é considerada habilitada e aguarda o acolhimento”, destacou a psicóloga.

O acolhimento familiar é a modalidade priorizada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para orientações, esclarecimento de dúvidas ou outras informações, é possível entrar em contato diretamente com a equipe do Serviço de Família Acolhedora pelo WhatsApp: (48) 99693-3265.

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