Leitura estrangeira: saiba os benefícios e conheça as dicas para ler livros em inglês
Aprendizado
Apesar de parecidos, os benefícios variam conforme a idade

Conectando pessoas de todos os gostos e estilos ao redor do mundo, a leitura é sinônimo de aprendizado, descoberta e sobretudo, paixão. Para os amantes de livros que desejam aprender a ler em inglês, a professora do idioma, Giselle Dichsen, afirmou que é possível em qualquer fase da vida e não precisa, necessariamente, estar matriculado em determinado curso. A prática, conforme ela, também contribui para a memória e a cognição.
Unindo dedicação, disciplina e constância, mesmo aqueles que estudam de maneira independente conseguem avançar no domínio do idioma, segundo Giselle. “O ideal é começar com materiais simples, como short readers para iniciantes, e depois avançar para livros cujas histórias já sejam conhecidas, facilitando a compreensão. A leitura pode ser incorporada aos pouquinhos, conforme o vocabulário aumentar”, orientou a professora.
A especialista também destacou a importância da exposição ao idioma desde cedo. “O contato com a língua pode começar ainda na infância, mesmo antes da alfabetização”, revelou. Giselle ainda ressaltou a importância do incentivo dos pais no processo, que pode ocorrer por meio de brincadeiras, músicas e estímulos parecidos aos utilizados na aprendizagem do próprio português.
“Já entre adultos, o processo costuma ser um pouco mais estruturado, iniciando com a leitura de frases simples, anúncios e placas, evoluindo posteriormente para textos mais elaborados”, completou.
Benefícios não são os mesmos para todas as idades
Embora todas as pessoas possam se beneficiar com a leitura em inglês, os ganhos podem variar conforme a idade. Nas crianças, a prática tende a desenvolver melhor a compreensão, enquanto nos adultos, ler pode acelerar a fala no idioma. Segundo a especialista, o aprendizado ativo ocorre quando a pessoa compreende como se diz algo em inglês sem precisar traduzir do português.
Inteligência artificial: vilã ou aliada?
O uso da inteligência artificial pode ser uma ferramenta prática e auxiliar no processo de aprendizagem, mas não substitui o contato humano. Para a professora, é importante utilizar essa tecnologia com equilíbrio.
“Essas ferramentas corrigem muito. Na vida real, as pessoas compreendem mesmo com erros, e isso ajuda a ganhar confiança”. Pensando nisso, ela recomendou que os estudantes buscassem situações reais de uso da língua, como conversas, leitura de rótulos, placas e acompanhar notícias mais simples.



