Livro Erros, de Eduardo Rosso, ganha agenda de lançamentos em Criciúma
Leitura
Obra propõe reflexão sobre trajetória e aprendizado com encontros abertos ao público

Duas datas, dois formatos e um mesmo eixo de aproximação com o público marcam o lançamento do livro Erros, de Eduardo Rosso, o Polenta, em Criciúma. A agenda projeta o início de maio como ponto de circulação da obra e de abertura ao diálogo direto com leitores.
O primeiro encontro ocorre no dia 7 de maio, a partir das 10 horas em espaço exclusivo no Nações Shopping, com programação que se estende até as 22 horas e se conecta ao fluxo do local. A proposta combina convites direcionados com participação espontânea do público. “A ideia é criar um ambiente aberto para quem quiser se aproximar, conhecer o livro e conversar. Convidamos, mas também deixamos espaço para quem passar pelos locais, olhar e se identificar com o tema. O livro fala de experiências que todos vivem em algum momento, então esse contato direto faz a diferença”, afirmou Rosso.
Dois dias depois, em 9 de maio, o livro chega à Livraria Fátima, em evento que ocorre das 10 às 14 horas. O encontro prevê sessão de autógrafos e contato com o público em um ambiente mais intimista, voltado ao diálogo sobre a proposta do livro.
Percurso que sustenta a obra
A ideia do livro surge quando Eduardo, ao escrever o nome da própria empresa, "Erosso", lê “Erros” na tela. A associação, inicialmente casual, passa a sintetizar um percurso marcado por tentativas, rupturas e reconstruções. Ao longo da obra, mobiliza cases e vivências de outras pessoas como empresários, lideranças e profissionais de diferentes áreas, que ampliam o repertório do livro e sustentam uma leitura coletiva sobre o erro como elemento formativo. “O ponto de virada foi entender que o erro não era culpa”, frisou Rosso.
Aos 51 anos, o empresário acumula quase quatro décadas de atuação profissional, iniciadas ainda na adolescência. Transita por diferentes segmentos até alcançar visibilidade à frente de empreendimentos como Diretório e Bali Hai. Formado em Administração pela Unesc, onde cursa Mestrado em Sistemas Produtivos, constrói a narrativa a partir de experiências concretas.
Reflexão sobre erro e formação
Em 365 páginas organizadas em 52 capítulos, a obra mostra como o erro deixa de ocupar o lugar de desvio para assumir função formativa, como elemento que conduz aprendizado e reposiciona decisões. A narrativa reúne três dimensões: a leitura do autor sobre cada tema, citações de referências históricas e contribuições de cerca de 60 convidados. Nomes como Sócrates, Henry Ford e o chef Henrique Fogaça aparecem como pontos de apoio em um conjunto que amplia o debate.
Nesse cenário, o livro sustenta uma crítica recorrente à forma como o erro é tratado socialmente. “As pessoas falam do sucesso, mas escondem as falhas. Isso distorce a percepção de trajetória”, observou.
Entre experiência e curiosidade
A obra também incorpora elementos científicos e exemplos práticos para sustentar a reflexão. O conceito de “DNA do erro” busca compreender como padrões se estruturam desde a infância e influenciam decisões ao longo da vida.
Casos como a descoberta da penicilina ou a criação de produtos como Coca-Cola e Teflon reforçam a ideia de que falhas podem abrir caminho para avanços relevantes. A estrutura fragmentada, com capítulos independentes, permite leitura flexível, seja contínua ou pontual.
O livro já está à venda pela plataforma da Amazon, enquanto os lançamentos presenciais consolidam o início da circulação pública da obra em Criciúma.



