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Luta contra uma das doenças infecciosas mais mortais do mundo é lembrada neste domingo

Brasil é um dos países com o maior número de casos desta tuberculose

Por Jessica Rosso Crepaldi

2 min de leitura

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Foto: Divulgação

A tuberculose ainda é considerada um grave problema de saúde pública, sendo que é uma das doenças infecciosas mais mortais do mundo, de acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive). No próximo domingo, dia 24 de março, é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose.

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Cabe ressaltar, que o Brasil é um dos países com o maior número de casos desta doença, causada pela bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis e transmitida de pessoa a pessoa através da tosse, do espirro e da fala. "A principal forma da doença é a forma pulmonar e os sintomas são tosse persistente, perda de apetite, emagrecimento, febre, principalmente ao entardecer, e suor noturno", afirmou Lígia Castellon Gryninger, médica infectologista da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC)

Ela complementa que a doença tem cura, mas o diagnóstico precoce é fundamental para cortar a cadeia de transmissão e evitar sequelas. "O tratamento é feito com antibióticos específicos por seis meses e ele é ofertado pelo SUS. Entre as medidas de prevenção da tuberculose, nós temos a prática da etiqueta da tosse, a utilização de máscaras pelas pessoas que estão com sintomas em ambientes fechados e a aplicação da vacina BCG, que é uma vacina ofertada pelo SUS para todas as crianças ao nascer", concluiu.

Todos os dias, mais de 4 mil pessoas morrem de tuberculose e cerca de 30 mil adoecem com esta enfermidade evitável e curável no mundo. Nas Américas, todos os dias morrem mais de 70 pessoas e cerca de 800 adoecem. Estima-se que, em 2020, havia 18,3 mil crianças com Tuberculose nas Américas, metade delas com menos de cinco anos de idade.

O Brasil é o país com o maior número de casos notificados de Tuberculose nas Américas. Em 2022, cerca de 78 mil pessoas adoeceram por tuberculose no país.

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Santa Catarina

Em Santa Catarina, no ano 2023, foram notificados 2.226 casos novos de tuberculose, o que revela uma incidência de 29 casos por 100 mil habitantes, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). O estado atualmente tem uma das menores taxas de óbito do país (1,08 óbitos por 100 mil habitantes). Neste mesmo ano, 80% do total dos casos notificados realizaram teste para HIV e 13,2% são coinfectados TB/HIV. As faixas etárias mais expostas são entre as idades de 20 a 49 anos. O sexo masculino predomina com 67,3% de notificações.

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