Segurança
Major Diego deixa 19º Batalhão de Polícia Militar para assumir cargo na Capital
Ele deve assumir a nova função, no administrativo, a princípio, no próximo mês
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O major Diego, que esteve à frente do comando da 1ª Companhia do 19º Batalhão de Polícia Militar (1ª Cia/19º BPM) foi convidado para trabalhar no Estado Maior Geral da PM de Santa Catarina, em Florianópolis. Ele deve assumir a nova função, no administrativo, a princípio, no próximo mês. Ele deixa a companhia operacional de Araranguá, Maracajá e Arroio do Silva para atuar na gestão de projetos.
"Fiquei bem empolgado para deslocar para lá e trabalhar", disse o major que completou 18 anos de corporação e está há sete anos em Araranguá. Ele conta que terá a oportunidade de ver a Polícia Militar por outro ângulo.
Major Diego entrou para a corporação como soldado, posição em que permaneceu de 2003 até 2009. Se formou em Direito, passando na sequência em concursos públicos, sendo um deles o de oficiais da Polícia Militar. Fez dois anos de academia em Florianópolis, retornou para a região, trabalhou no Batalhão em Criciúma por oito meses, e esteve dois anos como subcomandante da companhia de Sombrio. Em Araranguá, ficou dois anos como chefe de Logística e Comunicação Social e quatro anos e meio como comandante de companhia.
Assim que assumiu teve como primeira meta reduzir os assaltos, principalmente na cidade de Maracajá. Hoje ele sai satisfeito com a redução de 78% dos crimes. Na época ele conta que muitos crimes de assalto a mão armada ocorreram na cidade. "Conseguimos fazer um grande trabalho de presença policial", afirmou. Em 2016, segundo o major, foram 32 roubos e em 2017 o número caiu para sete. Em 2018 foram nove roubos, caindo novamente para sete em 2019. O ano de 2020 teve cinco roubos.
"Não fiz nada sozinho lógico, fiz com o auxílio da tropa. Trabalhamos em conjunto, conseguimos colocar muitos criminosos na cadeia, realizamos trabalhos preventivos, a nossa ronda escolar ficou mais forte, assim como a nossa ronda comercial continuou. Seguimos com a Rede Catarina que atende mulheres vítimas de agressões, a ronda penal, levando segurança para a população", concluiu.
Para ele ser policial é "colocar o uniforme todo dia, sair de casa pensando em proteger a sociedade, fazer o melhor trabalho possível naquele dia, defender a população, proteger as pessoas, tratar bem as pessoas que nos procuram, ser duro com os bandidos, ser bondoso com as crianças, os idosos, as pessoas que estão passando por algum tipo de vulnerabilidade, e sempre ter muita fé em Deus, Jesus Cristo, no Espírito Santo, pensando em voltar no fim do dia para a família", ressaltou. O major deixou o comando nesta última terça-feira, dia 9.



