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Manifestação contra a municipalização do ensino em Nova Veneza

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Jussi Moraes

O paço municipal de Nova Veneza foi tomado por professores e alunos durante a manhã desta quarta-feira. A classe trabalhadora, com o apoio dos estudantes, manifestou sua indignação quanto ao interesse do município em assumir o ensino fundamental da escola Julieta Gonçalves, na localidade de São Bento Baixo. O problema, é que na segunda-feira o gerente regional de educação (Gered), Luiz Rodolfo Michels, já sondou alguns professores quanto à mudança de local de trabalho.

Michels afirma que é natural quando vai ocorrer mudanças procurarem os professores para conhecer a situação. “Se houver a municipalização temos que oferecer benefícios para os professores, para que eles não tenham prejuízos”, garantiu. A previsão é que daqui a duas semanas seja definida a municipalização no município. Hoje e amanhã o gerente passará nas outras duas escolas estaduais na cidade para conversar com os professores.

O prefeito Rogério Frigo, que atendeu a imprensa enquanto ocorria a manifestação em frente à prefeitura, disse que o governo ainda não tomou nenhuma decisão. “Estamos apenas avaliando com a Gered e secretaria de Educação do Estado. Não assinamos nada ainda, precisamos primeiro saber se é viável”, enfatizou Frigo. Para ele é uma precipitação dos professores realizarem a manifestação. “A partir do momento que tivermos uma definição, todos serão chamados. Não temos a intenção de prejudicá-los. Esse movimento só denigre a imagem da cidade, mas é o direito deles. Fico triste por envolverem famílias e alunos”, desabafou.

Professores podem ir para biblioteca ou sala de informática

A primeira escola a ser especulado para eliminar o ensino médio e o município assumir o fundamental foi a Julieta Gonçalves que atende 350 alunos. Para a professora de Língua Portuguesa e Inglês, Andréia Cavaler, que tem 40 horas aula semanais há 16 anos, isso é um desrespeito. “Eu fui chamada e disseram que eu podia escolher em trabalhar na biblioteca ou sala de informática, mas nas escolas do Caravaggio ou do Centro. Só que eu moro no São Bento Baixo”, considerou.

Outra professora chamada foi a de história, Alessandra Vilpert Damiani. Ela atua há 10 anos na instituição e ofereceram a ela a sala de informática para trabalhar 30 horas semanais. “Eu vou deixar de ser professora de história. E se fechar a sala de informática? Eu fico sem emprego?”, questionou.

A coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte), Cíntia dos Santos, afirma que a cidade precisa primeiro oferecer 100% de educação infantil. “Esse prefeito foi eleito para trabalhar a favor da comunidade. Se ele assinar a municipalização será considerado inimigo da educação”, ressaltou.

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