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Criciúma

Manifestante solitário, brasileiro que mora na Itália apoia o fim da quarentena

Carreata estava marcada para as 15 horas desta sexta-feira

Por Lucas Renan Domingos

2 min de leitura

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Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus

A carreata para comemorar o fim da quarentena em Criciúma, marcada para as 15 horas desta sexta-feira, dia 27, não emplacou. Todavia, um brasileiro com cidadania italiana estava ali, sozinho, aguardando pelos demais manifestantes.

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Marcos Antônio Coral, 58 anos, natural de Nova Veneza, mora há 25 anos na Itália, em Peschiera del Garda. Veio ao Brasil para acompanhar a cerimônia de formatura de sua filha e acabou trancado no país natal.

"Vim aqui para a manifestação, mas o pessoal correu. Ficaram com medo da polícia. Tem o exemplo da Itália, estamos todos dentro de casa desde janeiro e seguem morrendo pessoas todos os dias. Apoio o presidente (Jair Bolsonaro) e acho que ele está certo", explica.

O filho de Marcos, Mateus Coral, 33 anos, também mora na Itália e segue em quarentena no país europeu. "Como tem a empresa dele, tem um dinheirinho, mas tá acabando. Vai ter que esperar o verão, que daí vai diminuir (o número de casos)", relata.

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O neoveneziano acredita que o momento é de isolamento vertical e não social. "Precisamos proteger o público vulnerável e o resto tem que trabalhar. Daqui a 30 dias as contas vão chegar e quem vai pagar?", questiona.

Em maio, Marcos retorna para Itália e volta a trabalhar como caminhoneiro na Europa. "Não adianta prender as pessoas dentro de casa. A quarentena para todo mundo é politicagem e isso não pode acontecer. Vamos proteger nossos idosos e crianças", finaliza.

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