Merkel cancela lockdown na Alemanha
Chanceler pediu desculpas e reavaliou decisão anterior

Atualização em 24 de março:
A chanceler federal alemã, Angela Merkel, cancelou nesta quarta-feira (24/03) o plano para uma paralisação de cinco dias durante a Semana Santa. A medida havia sido comunicada no dia anterior, juntamente com a decisão de prorrogar o lockdown nacional na Alemanha.
Após uma longa reunião com os governadores dos 16 estados alemães, Merkel tinha anunciado nesta terça-feira não só que as restrições de confinamento em vigor desde dezembro passado seriam estendidas até 18 de abril, como também que seria implementado um sistema de lockdown ainda mais rígido apenas durante o feriadão de Páscoa.
Entre os dias 1º e 5 de abril, além de manter o fechamento de centros de cultura, lazer e esportivos, o governo decidira fechar quase todo o comércio. Apenas supermercados e lojas de alimentos poderiam abrir no Sábado de Aleluia. A igrejas seriam solicitadas a realizar serviços religiosos somente através da internet.
Além disso, foi decidido então que apenas cinco pessoas de dois domicílios podem se encontrar durante esses dias, sendo que menores até 14 anos não são contados. Reuniões públicas estão proibidas. Essas e outras medidas continuam valendo, e não está claro se o cancelamento agora an"unciado por Merkel também vale para as igrejas.
A chanceler alemã, Angela Merkel, pretendia prolongar até abril as restrições anti-COVID-19 atualmente em vigor na Alemanha devido à terceira onda da pandemia. Até o momento, as restrições foram programadas para vigorar até o final de março.
A taxa de incidência durante os últimos sete dias e por 100 mil habitantes excedeu neste domingo (21) a marca de 100 em nível nacional, ao atingir 103,9, de acordo com o Instituto Robert Koch de Vigilância Sanitária. Um número que, em princípio, deveria desencadear novas restrições.
"Erro meu"
"A ideia de uma paralisação na Páscoa foi elaborada com as melhores intenções, porque precisamos urgentemente desacelerar e reverter a terceira onda da pandemia", disse a líder alemã. "No entanto, a ideia foi um erro. Havia boas razões para optar por ela, mas ela não pode ser implementada suficientemente bem nesse curto período de tempo", acrescentou a chanceler.
A chefe de governo pediu desculpas e assumiu a responsabilidade pelo ocorrido. "Esse erro é somente meu", ressaltou. "Um erro deve ser chamado de erro e, acima de tudo, deve ser corrigido e, se possível, isso tem de ser feito a tempo", disse Merkel. "Ao mesmo tempo, é claro que sei que todo esse assunto gerou mais incertezas. Lamento profundamente e peço desculpas a todos os cidadãos."



