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Método de internação involuntária será estudado após prefeito se disfarçar como morador em situação de rua

Criciúma

Estudo será desenvolvido após uma reunião com a Secretaria de Assistência Social

Por Patrick Stüpp30 de julho de 2025 3 min de leitura
Prefeitura de Criciúma/Divulgação

A caracterização do prefeito Vagner Espíndola como morador em situação de rua proporcionou ideias para que novas ações com foco no assunto sejam implantadas em Criciúma. Após uma reunião do chefe do Poder Executivo nessa terça-feira, dia 29, com a equipe de Secretaria de Assistência Social, a Prefeitura de Criciúma estuda métodos para ampliação de equipes e também para execução de novas formas abordagens, com foco maior no combate à dependência química.

Conforme a secretária de Assistência Social de Criciúma, Dudi Sônego, umas das iniciativas que o município vem estudando é o método de ‘internação involuntária’. Atualmente, o serviço de combate à dependência química é executado de forma voluntária durante as ações de abordagens feitas pelas equipes da Assistência Social, que estão nas ruas 24 horas. Atualmente, Criciúma disponibiliza 150 vagas para internações, que foram ampliadas no início de 2025.

“No momento, todas as vagas que disponibilizamos estão preenchidas. Porém, precisamos desenvolver novos tipos de abordagens, já que precisamos deixar nosso trabalho ainda mais efetivo. Quando uma pessoa nega a chance de tratamento, além de prejudicá-la, também acaba prejudicando as pessoas e familiares ao seu redor. Então, estamos vendo a possibilidade de executarmos um método de internação involuntária”, disse, em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado.

Prefeito viveu uma experiência como morador em situação de rua. (Foto: Prefeitura de Criciúma/Divulgação)

Durante a entrevista feita na manhã desta quarta-feira, dia 30, Dudi explicou que o município quer desenvolver esta iniciativa de ‘forma legal’, ou seja, por meio de um projeto de lei que será encaminhado para a aprovação na Câmara de Vereadores de Criciúma. Porém, inicialmente a ação é apenas uma ideia a ser executada, já que ainda precisará passar por um processo de estudo, que será feito por meio de um embasamento jurídico, com apoio da procuradoria-geral do município.

Acompanhamentos

Por conta do aumento das vagas para internações, uma equipe também já foi ampliada no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop). No local, são feitos acompanhamentos, tanto com o morador em situação de rua, quanto com seus familiares. O foco no tratamento é que as pessoas [moradores de rua] retornem aos seus lares. O serviço de tratamento é oferecido pela Secretaria de Saúde em comunidades terapêuticas, localizadas em Criciúma e em municípios vizinhos. Além disso, todo o tratamento é custeado pela Prefeitura de Criciúma.

“Não devemos só internar e deixar as pessoas lá, temos que fazer um acompanhamento desde o momento da internação até o momento que elas retornam para os seus lares. E isso já está acontecendo, pois no mês de junho, de dez pessoas que estavam sendo acompanhadas, seis conseguiram retornar para suas famílias. Outras três foram encaminhadas para a República e ganharam uma oportunidade no mercado de trabalho”, informou a secretária.

Por meio de um vídeo, confira abaixo o dia da caracterização, que foi vivida no dia 10 de julho:

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