Imbróglio
Mineiros podem iniciar greve na próxima segunda-feira em cinco cidades do Sul de SC
Representantes patronais estão realizando reuniões para buscar negociações
Por Rafaela Custódio
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Trabalhadores de empresas carboníferas do Sul catarinense aprovaram entrar em greve e farão uma nova assembleia no próximo sábado, dia 5, para definir como será a paralisação. Os profissionais atuam em seis empresas das cidades de Lauro Müller, Urussanga, Içara, Siderópolis e Treviso. De acordo com o sindicato da categoria, a greve envolve cerca de três mil mineiros.
“Caso não recebamos nenhuma outra proposta até sábado, nós vamos paralisar na segunda-feira, dia 7. Vamos discutir como vamos parar, ou seja, se a greve inicia por uma empresa ou se paramos todas ao mesmo tempo”, explicou o presidente da Federação dos Mineiros do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Fetiec), Genoir dos Santos.
De acordo com o presidente da Fetiec, é necessário discutir alguns itens com os representantes patronais. “Nós já entregamos nossas reivindicações no dia 8 de setembro de 2021, mas fizemos nossa primeira reunião apenas no dia 10 de dezembro. Eles contrataram um negociador profissional. No dia 22 de dezembro estivemos reunidos novamente. Nos ofereceram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mas falamos que nós queremos discutir nossas reivindicações e o encontro foi encerrado. Nos chamaram novamente no dia 19 de janeiro com a mesma proposta”, ressaltou.
"Nós queremos que o trabalhador afastado receba o vale-leite. As empresas prestam assistência ao trabalhador acidentado por 90 dias, mas queremos por todo período que ele esteja afastado. Queremos unificar os salários de algumas funções, por exemplo, o operador de minerador contínuo. Nós temos a máquina nas minas de subsolo e cada mina tem um salário e temos que aproximar um salário único. Buscamos por plano de saúde. Todas as empresas precisam dar o mesmo tratamento aos trabalhadores. Precisamos nivelar os salários. Estamos pedindo 80% do INPC do aumento real”, comentou.
De acordo com o Diretor Executivo do Sindicato das Indústrias de Extração de Carvão Mineral do Estado de Santa Catarina, coronel Márcio Cabral, os representantes patronais estão em reunião para tratar do assunto, mas ainda não há uma definição.



