Moacir Dagostin, presidente da Acic: 'É possível a retomada das atividades com todos os cuidados'
Economia em meio a pandemia
Atividades ainda paralisadas voltaram a exigir a retomada dos trabalhos durante reunião

O equilíbrio entre as medidas sanitárias para o combate a proliferação do coronavírus e a retomada econômica segue sendo o principal debate em meio a pandemia da doença no Brasil. Em Santa Catarina, alguns setores já foram autorizados a voltar ao trabalho obedecendo regras de prevenção ao contágio da Covid-19. Porém, outras atividades ainda permanecem de portas fechadas.
Na manhã desta sexta-feira, dia 17, uma reunião foi realizada na sede de Associação Empresarial de Criciúma (Acic) e reuniu representantes de academias, restaurantes, transporte público de passageiros e igrejas, setores que ainda não estão autorizados a voltar ao trabalho. Comerciantes também se fizeram presentes no encontro, já que o Governo de Santa Catarina liberou a abertura somente de lojas de ruas, bloqueando o funcionamento de lojas em shoppings e galerias.
Eles desejam retomar os trabalhos e exigem a autorização por parte do governo catarinense. “Os diversos segmentos que estão paralisados ainda expuseram aos vereadores, deputados federais, estaduais e entidades representantes o descontentamento da forma como estão sendo tratados pelo Governo do Estado. Eles permanecem com suas atividades paradas. Foi discutido que é possível a retomada das atividades com todos os cuidados”, avaliou Moacir Dagostin, presidente da Acic.
Dagostin disse ainda que o cenário das empresas de Criciúma é preocupante. “As empresas não estão conseguindo trabalhar de forma plena, porque só podem funcionar com 50% [da capacidade produtiva]. Mas algumas atividades não conseguem nem abrir as portas”, acrescentou.
Mesmo sem poder trabalhar, a orientação das entidades que representam os setores econômicos é para que as empresas evitem demissão. “Busquem os benefícios que estão sendo oferecidos pelo Governo Federal, como pagamento de parte da folha de salários, liberação de recursos, diminuição de carga com redução de salários. Enfim, que não demitam, porque daqui 90 dias nós esperamos que a economia possa voltar a atuar normalmente e esses funcionários já estarão treinados e vão ter condições retomar as atividades”, completou o presidente da Acic.



