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Monitoramento será feito para identificar se enxurrada prejudicou desassoreamento do rio Sangão

Forquilhinha

Trabalho será realizado assim que o nível do rio baixar

Por Thiago Hockmüller09 de outubro de 2023 3 min de leitura
Lucas Renan Domingos/Arquivo Engeplus

O trabalho de desassoreamento do rio Sangão, em Forquilhinha, já percorreu cerca de 600 metros dos oito quilômetros previstos na primeira etapa. Existe a preocupação que o trabalho tenha sido prejudicado pela forte chuva que atingiu o estado nos últimos dias e por isso a prefeitura vai realizar monitoramento para identificar se a correnteza trouxe para o local novos sedimentos e lixo.

O trabalho de monitoramento será feito assim que o nível do rio baixar. Caso houver necessidade de nova limpeza, a prefeitura deve preparar aditivo no contrato para que a Visani Terraplanagem e Construções, empresa responsável pelo desassoreamento, retorne para pontos identificados.

“Vamos fazer o monitoramento através da batimetria, utilizando a topografia. O topógrafo entra no barco e vai até o local com o medidor. Não temos um prazo para fazer isso, mas pretendemos fazer assim que melhorar as condições do rio”, afirma o engenheiro da Prefeitura de Forquilhinha, Fernando Alves de Souza.

No sábado, dia 7, o alto volume de chuva fez o rio Sangão transbordar e alagar ruas do bairro Sangão, em Criciúma. Do outro lado da margem, no bairro Cidade Alta, a água invadiu terrenos e casas mais baixas, mas foi no bairro Nova York onde foram registrados os maiores problemas, com 15 pessoas desabrigadas ainda no sábado. De acordo com o engenheiro, o impacto da chuva foi minimizado no bairro Cidade Alta, em função do trabalho de desassoreamento.

“Os maiores problemas aconteceram no Nova York e na Vila Franca. Esses lugares quando enchem, normalmente o bairro Cidade Alta também está com muita água, o que não foi o caso desta vez”, avalia Alves.

Com o nível alto do rio, a empresa está impossibilitada de dar sequência ao desassoreamento nesta segunda-feira. O serviço parou cerca de 60 metros depois da ponte que divide os bairros Cidade Alta e Sangão.

Sobre o desassoreamento

A Visani venceu a licitação ao cobrar cerca de R$ 4,5 mil a menos que a concorrente, a Construtora Nunes. Esta primeira etapa custará R$ 5.385.794,90 aos cofres públicos, sendo R$ 5 milhões destinados pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina.

Entre os bairros beneficiados com o desassoreamento do rio Sangão estão Cidade Alta, Ouro Negro e Nova York, todos em Forquilhinha, além do Sangão, em Criciúma. A ordem de serviço foi assinada no dia 4 de agosto e a empresa tem realizado o trabalho com uma máquina utilizada na limpeza do rio Tietê, em São Paulo. A previsão para conclusão desta primeira etapa do desassoreamento do rio Sangão é fevereiro de 2024.

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