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Moradores e comerciantes protestam por segurança no Pinheirinho, em Criciúma

Mobilização

Com cartazes, eles fecharam a avenida Centenário e ruas adjacentes

Por Jessica Rosso Crepaldi31 de março de 2026 3 min de leitura
Jessica Rosso Crepaldi/Portal Engeplus

Entre o fim da tarde e início da noite desta terça-feira, dia 31, moradores e comerciantes realizaram um protesto, no bairro Pinheirinho, em Criciúma. Com cartazes reivindicando soluções referentes à presença de usuários de drogas e a frequência de furtos de fios na localidade, eles interromperam o trânsito na avenida Centenário e nas ruas adjacentes na região da empresa Alianda (apenas referência), onde há um cruzamento que liga as vias.

O protesto ocorreu de forma pacífica, solicitando aos condutores paciência, e enquanto uma pista era bloqueada as outras eram liberadas, fazendo um revezamento das 18h20 às 19 horas. O comerciante Rafael Topanotti Lima, que faz parte da Associação de Moradores do Bairro, afirmou que esses são dois problemas graves no bairro.

“Os furtos e roubos são frequentes nos comércios e nas residências, prejudicando o comércio. E a questão dos moradores de rua e usuários de drogas, que só aumenta e são os mesmos que nos roubam, que nos furtam. Nosso movimento é para que a prefeitura tome uma iniciativa mais dura, junto com a Polícia Civil, Polícia Militar, Câmara de Vereadores, Ministério Público, Poder Judiciário para resolver o problema de uma vez, porque o problema não é difícil de ser resolvido”, ressaltou.

O líder comunitário do bairro Pinheirinho, Marlon Zappelini, reforçou que a maioria dos moradores de rua que estão na localidade são usuários de crack. "Todos os dias tem furtos aqui, o bairro segue desvalorizado, todos os dias, várias ruas amanhecem sem energia porque os usuários de crack furtaram fios de energia. Eles dormem na frente do comércio, as mulheres se sentem intimidadas nas paradas de ônibus, as crianças não podem brincar nos parquinhos porque o bairro está tomado por esses usuários", afirmou.

Zappelini disse ainda que a comunidade está clamando para que haja o cumprimento da lei da internação voluntária. “A lei prevê a internação involuntária de pessoas com dependência química e pessoas com transtornos mentais por até 90 dias. O que ocorre é que os usuários de crack do bairro Pinheirinho andam deliberadamente pelos bairros, não temem em usar a sua droga em qualquer local e o bairro está se sentindo acuado. Atualmente circulam aqui no bairro em torno de 70 a 80 usuários de crack que tiram a paz de mais de 8 mil famílias”, frisou. Confira vídeos do protesto:

O que disse o Poder Executivo?

Em entrevista ao Portal Engeplus na manhã desta terça-feira, o prefeito Vagner Espíndola afirmou respeitar a manifestação, mas destacou que o debate precisa ser ampliado. “Sou um prefeito democrático, respeito todas as formas de manifestação, não há problema nenhum com relação a isso. Só acho que a gente precisa discutir e ampliar um pouco mais esse debate. Vamos falar de temas sensíveis, que atingem outras esferas, como, por exemplo, a segurança pública. Quando estive com a Secretaria de Estado da Segurança Pública, pedi para que Criciúma tenha o mesmo tratamento dado a outras cidades, onde as polícias, de forma investigativa, trabalham de maneira mais eficiente para prender principalmente traficantes e manter presos aqueles que receptam produtos furtados”, ressaltou.

Para o prefeito, o governo municipal e a Polícia Militar (PM) vêm realizando um trabalho importante no dia a dia. “Aquele que diz que o governo ou a Polícia Militar está ausente do bairro Pinheirinho tem apenas um objetivo, de cunho político e ideológico, de colocar as pessoas contra o governo e contra a polícia. O que estamos fazendo é uma presença diária no bairro”, garantiu.

Leia a entrevista completa com o prefeito clicando aqui.

Confira a galeria de fotos do protesto:

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