Ambiente

Morre cachalote-anão que encalhou na praia de Morro dos Conventos

Sinais de afogamento

Técnicos ainda tentaram devolver o macho de 2,4 metros ao mar, mas ele não resistiu

Por Lucas Renan Domingos25 de março de 2026 2 min de leitura
Educamar/Divulgação

Apesar dos esforços de biólogos e veterinários, a cachalote-anão que encalhou na tarde dessa terça-feira, dia 24, na praia de Morro dos Conventos morreu na noite de ontem, horas depois de ficar presa na areia. Houve a tentativa de devolução do animal ao mar, mas ele encalhou mais uma vez e não resistiu. O exame de necrópsia apontou sinais de afogamento.

Profissionais do Educamar, responsáveis pelo projeto Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas, realizaram procedimentos para tentar estabilizar da cachalote-anão. A ação contou com o apoio de equipes da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Segundo a médica-veterinária da Educamar, Joana Zomer, o animal, com 2,4 metros de comprimento, era um macho. “A condição corporal do animal estava razoável, porém havia sinais de afogamento”, afirmou.

Novos exames serão realizados para tentar indicar o que levou o animal a encalhar e confirmar a causa da morte. “Apesar de não termos o desfecho que gostaríamos, cada ocorrência representa um importante aprendizado para futuras ações”, destacou a bióloga e coordenadora da Educamar, Suelen Santos.

Esse é o segundo caso de encalhe de uma cachalote-anão no Sul de Santa Catarina neste mês de março. O primeiro aconteceu no dia 8, na praia de Balneário Bellas Torres, no município de Passo de Torres. Apesar dos cuidados recebidos, o animal também não resistiu, pois estava desnutrido, com ferimentos profundos na pele, com presença de parasitas na região do pescoço e no estômago. Além de apresentar processo inflamatório e congestão encefálica.

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Espécie de águas profundas

Tanto a cachalote-anão quanto a cachalote-pigmeu possuem hábitos oceânicos e vivem em águas profundas e dificilmente são avistadas próximas das praias. A cachalote-anão pode atingir cerca de 2,7 metros de comprimento e pesar aproximadamente 250 quilos, enquanto a cachalote-pigmeu pode chegar a quatro metros e pesar até 400 quilos.

Ambas se alimentam de lulas, pequenos peixes e crustáceos e estão na lista de espécies ameaçadas de extinção. Como estratégia de defesa, podem liberar um líquido escuro pelo intestino para despistar predadores.

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