Morte de adolescente atropelado em Treviso completa um ano: ‘Saudade muito grande’
SC-446
Motorista foi detido, mas deixou o sistema prisional sem pagar fiança

A morte de Eder Luiz Brol Filho completará um ano nesta terça-feira, dia 29. O adolescente, de 13 anos, morreu após ser atropelado por um carro enquanto caminhava pelo acostamento da SC-446, em Treviso. O motorista fugiu do local, foi detido duas horas depois e, posteriormente, foi liberado do sistema prisional sem pagar fiança.
Em entrevista ao Portal Engeplus, o pai, Eder Luiz Brol, relembrou a dor pela perda e destacou que a fé fazia parte da rotina do filho. “Ele era um cara extraordinário. Já tinha lido a Bíblia inteira e tinha uma espiritualidade gigante. Temos uma saudade muito grande”, relatou.
Apesar disso, Brol contou que histórias que chegaram à família servem de motivação para seguir em frente. “Recebemos o depoimento de uma moça passando por um momento difícil. Minha esposa deu um terço para ela com o nome e a foto do Eder. Isso mudou a maneira dessa menina de ver a vida”, acrescentou.

Família acredita que a justiça será feita
De acordo com o advogado Leandro Alfredo da Rosa, o processo tramita em segredo de Justiça. Contudo, a família segue otimista com o andamento do processo. “O Ministério Público denunciou o condutor por homicídio culposo, com aumento de pena em razão de ter ocorrido no acostamento”, pontuou.
Rosa explicou que os pais do adolescente têm buscado conscientizar a população, para evitar que outras famílias enfrentem situações semelhantes. “Que nossa legislação de trânsito possa ser revista, para que não tenhamos mais notícias dessa natureza”, concluiu o advogado.
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O acidente
Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), testemunhas relataram que o motorista, de 25 anos, usava o celular no momento em que invadiu o acostamento da rodovia estadual e atingiu o adolescente.
O pai encontrou o filho já sem vida e com a cabeça arrancada do pescoço. O condutor abandonou o veículo e fugiu a pé para uma área de mata, sendo localizado e preso duas horas depois.
No entanto, a Justiça autorizou a soltura dele no dia seguinte, mediante o pagamento de R$ 18,2 mil. O motorista conseguiu, por meio de um habeas corpus impetrado pela defesa, deixar o sistema prisional sem precisar pagar a fiança.




