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Segurança

Habeas corpus

Motorista que atropelou e matou adolescente em Treviso é liberado sem precisar pagar fiança

Homem, de 25 anos, natural do Pará, estava detido no Presídio Regional de Criciúma

Por Rafaela Custódio

2 min de leitura

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Foto: Especial Engeplus

O motorista, de 25 anos, que atropelou e matou Eder Luiz Brol Filho, de 13 anos, deixou o Presídio Regional de Criciúma nessa quarta-feira, dia 1° de outubro, após um habeas corpus.

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Na última terça-feira, dia 30 de setembro, conforme apurado pelo Portal Engeplus, a Justiçou autorizou a soltura dele mediante o pagamento de 12 salários mínimos, representando a quantia de R$ 18,2 mil. Entretanto, o valor não foi pago e ele retornou ao presídio e, por meio, de um habeas corpus impetrado pela defesa dele, acabou deixando o sistema prisional.

A Polícia Civil instaurou o inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte. O adolescente foi atropelado por um veículo GM Celta, na SC-446, em Treviso, na tarde da última segunda-feira, dia 29. O motorista do carro, de 25 anos, é natural do Pará.

Conforme o delegado Márcio Campos Neves, responsável pelas investigações, o caso está sendo tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. “Lamentamos a morte. É uma tragédia. E, criminalmente falando, foi um homicídio teoricamente culposo. Não tem uma consequência penal muito grave. A pena prevista é de dois a quatro anos e, se for condenado, cumprirá provavelmente a pena em regime aberto”, disse o delegado.

A Polícia Civil não solicitou a prisão preventiva do investigado, que é quando o acusado fica detido durante o andamento do processo. “O caso em questão não atende os requisitos para a prisão preventiva. O motorista demonstra risco de fuga da região, ele possui residência fixa, tem um trabalho lícito, não é reincidente em crimes”, enumerou.

O inquérito policial tentará elucidar os detalhes do atropelamento. No boletim de ocorrência, a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) registrou que testemunhas relataram que o condutor do veículo dirigia o carro da empresa onde trabalhava e usava o celular no momento do acidente.

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“Ele alegou que fugiu do local por ficar com medo de agressão. Vamos apurar todas as informações. Saber se ele tem alguma pessoa que confirma que ele estava ao celular, qual era a velocidade do carro”, destacou Neves.

Conforme apurado pelo Portal Engeplus, o motorista se entregou após ligar para o patrão. Ele realizou o teste do bafômetro e o resultado apontou negativo para a ingestão de bebida alcoólica.

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