Paralisação
Motoristas promovem paralisação no transporte coletivo
Protesto fechou os três terminais do sistema integrado
Por Redação Engeplus
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Atualizada às 15h41min/Os motoristas do transporte coletivo urbano de Criciúma promoveram uma nova paralisação. O protesto teve início por volta das 14 horas da tarde desta quinta-feira, e interrompeu, por cerca de uma hora, o sistema de transporte integrado nos três terminais do município: Centro, Próspera e Pinheirinho.
Conforme o presidente do Sindicato dos Condutores de Veículos Trabalhadores em Transportes Rodoviários, de Cargas e Passageiros de Criciúma (Sintracril), Celeir Formentin Cândido, o protesto foi uma iniciativa dos motoristas e não teve participação do sindicato.
"Não sabíamos da paralisação. Estava em uma reunião no sindicato e fomos informados sobre a paralisação dos trabalhadores. A nossa data base é maio, mas o Sindicato Patronal está sempre deixando para a semana que vem. Agora pediram uns dias para analisar a nossa proposta, porque a nossa planilha é bem diferente do sindicato anterior", explica Formentin.
Na próxima segunda-feira haverá uma reunião entre as partes. Atualmente, os motoristas recebem R$ 1.400,50. O sindicato solicita 13,5% de reajuste, sendo 8,5% da inflação e mais 5% de ganho real. "Eles tiveram o aumento de passagem. Por que o trabalhador não pode ter aumento? Em Florianópolis, os motoristas recebem R$ 2,150,00, com mais R$ 580 de auxilio alimentação, e a passagem custa R$ 3,10. Aqui a passagem é R$ 3,50 e muitos ônibus ainda não têm cobrador, lá todos têm", ressalta o presidente do sindicato dos motoristas.
Ainda conforme Formentin, após a conversa com os trabalhadores, foi definido que não haverá mais protestos até a reunião agendada para a próxima segunda-feira com o Sindicato Patronal. "Vamos aguardar a reunião e na terça-feira levaremos a proposta deles para a assembleia no Sindicato dos Metalúrgicos. Até o momento, eles ofereceram o INPC e apenas 1% de ganho real. Isso, depois do aumento que eles tiveram na passagem, nem pensar", garante o presidente.



