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MPSC realizará audiência pública para solucionar regularização de terrenos em loteamento no Sul catarinense

Balneário Pérola

Problema histórico enfrentado por moradores também envolve serviços essenciais

Por Ariadne Marcelino17 de setembro de 2026 3 min de leitura
MPSC | Divulgação

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), junto do governo de Passo de Torres, no extremo Sul catarinense, realizará neste sábado, dia 19, uma audiência pública para apresentar à comunidade soluções relacionados ao loteamento Balneário Pérola. Na área, segundo o Ministério Público, diversas famílias vivem sem os imóveis regularizados e serviços básicos, como água encanada e ruas pavimentadas. A reunião será no Centro de Convivência da Terceira Idade, na área central da cidade, às 16 horas.

Entre os objetivos está encaminhar a população ao processo de regularização fundiária urbana. A promotora de Justiça Andréia Tonin destacou que é essencial a participação de todos os moradores da área. A ideia é fazer com que os habitantes possam compreender como ocorrerão as próximas etapas pelo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado pelo MPSC com o município e a empresa Mampituba Compra e Venda de Imóveis Ltda., responsável pelo loteamento da área.

“Essa é a oportunidade de resolver um litígio antigo, um grave problema de ocupação urbana. O acordo traz previsibilidade quanto à realização da infraestrutura, quanto às obrigações que serão distribuídas e oferece, finalmente, uma solução para esse problema que se arrasta há décadas”, pontuou.

Balneário Pérola

Segundo o Ministério Público, mais de 400 famílias vivem atualmente no loteamento Balneário Pérola sem a regularização definitiva dos terrenos onde estão construídas suas casas. Embora o loteamento tenha sido regularizado em 1979, parte dos imóveis foi comercializada, ao longo dos anos, por pessoas que detinham apenas a posse das áreas, sem serem proprietárias legais dos terrenos.

Decorrente da situação, os moradores estão permanentemente sujeitos a perder os terrenos e, consequentemente, o que construíram sobre eles, por meio de ações de reintegração de posse movidas pelos proprietários legais da área. A falta de regularização também é a razão da pouca infraestrutura do loteamento. De acordo com o MPSC, os moradores enfrentam dificuldades com abastecimento de água e energia elétrica, além de problemas relacionados às condições das ruas e calçadas.

Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)

O TAC estabelece as diretrizes para a implementação da Regularização Fundiária Urbana (Reurb) em toda a área abrangida pelo loteamento, seguindo os procedimentos previstos na legislação federal. A Reurb, por sua vez, é um procedimento que busca legalizar áreas ocupadas por moradores que ainda não possuem a documentação do imóvel regularizada. O processo permite organizar a situação urbanística e jurídica do loteamento, possibilitando a emissão dos registros dos imóveis e garantindo maior segurança jurídica aos moradores.


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