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MPSC solicita à Justiça aplicação de multa ao governo de Criciúma por descumprir ordem sobre funerárias

Imbróglio

Ação, que tramita na 2ª Vara da Fazenda Pública, decorre da chamada Operação Caronte

Por Rafaela Custódio04 de junho de 2025 3 min de leitura
Lucas Renan Domingos/Arquivo/Portal Engeplus

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 11ª Promotoria de Justiça da Comarca de Criciúma, solicitou à Justiça a aplicação de multa no valor de R$ 50 mil ao Município de Criciúma, além da fixação de penalidades diárias, pelo descumprimento de decisão judicial que determinava a suspensão das atividades de empresas de serviços funerários envolvidas em investigação criminal.

A ação, que tramita na 2ª Vara da Fazenda Pública, decorre da chamada Operação Caronte, que apura uma suposta organização criminosa envolvendo empresários do ramo funerário e agentes da administração pública municipal. O inquérito aponta suspeitas de fraude em licitações, corrupção, crimes contra o consumidor e outras irregularidades.

Em agosto de 2024, o MPSC já havia denunciado os envolvidos. Desde então, a Justiça determinou que o município retomasse o controle da Central de Serviços Funerários e encerrasse, até 1º de fevereiro de 2025, os contratos com as empresas investigadas. O prazo foi prorrogado sucessivamente até 30 de maio de 2025.

Entretanto, segundo o MP, mesmo após 118 dias do prazo original, o município não conseguiu implementar um novo modelo de prestação dos serviços, como havia prometido em cronograma entregue à Justiça. Além disso, as empresas que venceram o novo processo de credenciamento ainda não se instalaram na cidade e não possuem alvará de funcionamento.

Diante do impasse, o Ministério Público requer:

Aplicação imediata da multa prevista pela decisão anterior;
Imposição de novas multas diárias até o efetivo cumprimento da ordem judicial;
Prorrogação excepcional de 15 dias das atividades das funerárias investigadas, para garantir a continuidade do serviço público.

O promotor de Justiça Marcus Vinicius de Faria Ribeiro reforça que a situação já era de conhecimento da Prefeitura desde 2024 e que as medidas para regularização só foram adotadas após intervenção judicial. “O município teve tempo suficiente e optou por não adotar as providências cabíveis, como a contratação emergencial. É necessário reforçar a eficácia da decisão com medidas mais coercitivas”, afirmou no documento protocolado.

A decisão sobre os novos pedidos deve ser tomada nos próximos dias pela 2ª Vara da Fazenda Pública. A população segue sendo atendida pelas empresas investigadas, ainda que sob prorrogação temporária.

O que diz a prefeitura?

Em nota, o governo municipal afirmou que "A Prefeitura de Criciúma informa que não se manifesta sobre o pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), mas aguarda a decisão do Juízo sobre o caso. Ressalta, ainda, que o processo de credenciamento para empresas funerárias permanece aberto.

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