Rio Maina
Mudança na administração garante a continuidade da Casa de Saúde Rio Maina
Depois de muitos boatos sobre o encerramento das atividades no hospital, a entidade troca de direção e permanece de portas abertas
Por Redação Engeplus
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A nova administração assumiu as atividades da Casa de Saúde Rio Maina na tarde dessa quarta-feira, dia 30. A partir de agora a entidade, que possui 191 internos e 98 profissionais, ficará sob a direção do Instituto de Saúde e Educação Vida (Isev), uma instituição filantrópica. Conforme o presidente do Isev, Juarez Ramos dos Santos, a nova administração já planeja mudanças na estrutura física e institucional do hospital.
“Nós vamos mudar essa imagem negativa que as pessoas têm desse hospital. Vamos fazer um trabalho social e mais humanitário com os pacientes. Vamos mudar também a estrutura interna e, possivelmente, a estrutura física”, ressalta.
Fundada em 1968, a Casa de Saúde passou por diversas crises administrativas. Em 2007, a entidade já corria o risco de fechar as portas, por causa de dívidas e, de lá para cá, outras discussões surgiram entre autoridades, para definir o destino do hospital. Mas, em fevereiro de 2013, a ideia de passar a administração para um instituto filantrópico começou a ser discutida pela antiga direção e, conforme o atual presidente, a possibilidade de fechar as portas do hospital está fora dos planos.
“Viemos para mudar as coisas e a hipótese de fechar o local não faz parte do novo sistema. Por sermos um instituto sem fins lucrativos, temos mais facilidades em manter o local financeiramente, e por termos mais 11 unidades aqui no Sul, conseguimos comprar os produtos e medicamentos em grande quantidade e, assim, baratear ainda mais os custos”, explica Santos.
Para a consultora Cleide Geremias dos Santos, as mudanças com a nova administração vão melhorar o sistema de tratamento com os pacientes do local. “Nós vamos fazer projetos com os internos para que eles possam ter uma vida normal. Vamos implantar atividades esportivas aqui dentro e vamos ajudá-los a fazer suas atividades pessoais sozinhos, sem precisar da ajuda dos outros. Vamos fazer um trabalho com as famílias também, de reinserção e volta para a casa, para que os parentes saibam lidar com as limitações”.
Para ajudar na manutenção da casa, a administração pretende aumentar o número de pacientes particulares e usar a verba para melhorar o atendimento público, do Sistema Único de Saúde (SUS). “O dinheiro repassado pelo SUS é de R$ 49 por pessoa. Esse dinheiro não é suficiente para cobrir as despesas dos internos. Por isso vamos reforçar o sistema particular para manter os dois da melhor forma possível”, destaca Santos.



