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Mudanças bruscas de temperatura podem aumentar risco de infecções respiratórias

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Pneumologista alerta para sintomas que exigem atendimento médico

Por Leonardo Minatto23 de agosto de 2026 3 min de leitura
Magnific.com/Ilustração

Com as mudanças de temperatura, o sistema imunológico humano passa por alterações. Segundo o médico pneumologista Renato Matos, estudos comprovaram que a amplitude térmica, como é chamado o fenômeno de troca de temperatura, está relacionada a um aumento de infecções respiratórias.

De acordo com Matos, as mudanças entre frio e calor permitem que o contágio viral aconteça com maior frequência. “Essas alterações também podem piorar condições respiratórias pré-existentes, como rinites, sinusites e bronquites”, destacou.

O pneumologista também pontuou que o corpo humano, principalmente a mucosa nasal, leva alguns minutos para se adaptar às mudanças de temperatura. “Já há estudos que comprovam isso, essa rápida adequação, porém não sabemos quanto tempo o organismo precisa estar exposto a essa mudança para que haja uma redução da imunidade, principalmente a nível nasal”, explicou.

Sintomas prolongados são motivo de alerta

Em casos de infecções virais, é comum, de acordo com o vírus, o organismo apresentar sintomas por um período curto, como os causados pelo rinovírus (resfriado), que duram entre dois e três dias.

“Isso é diferente com vírus mais agressivos, como Covid e Influenza. Estamos vivendo uma época com muitas infecções por Influenza, que têm sintomas mais graves. A pessoa acorda com um mal-estar muito grande, febre que pode atingir 39°C ou 40°C, cefaleia e dores no corpo. Esse quadro costuma durar entre três e quatro dias. Caso isso persista além desse período, é importante procurar acompanhamento médico”, alertou.

Para Matos, quadros virais mais leves, como resfriado, ou mais complicados, como gripe, provocam tosse, mal-estar, mas não provocam falta de ar. “Isso é um grande sinal a se observar caso tenhamos um quadro viral. Se você sentir desconforto respiratório, isso representa um episódio de maior gravidade e exige que a pessoa procure rapidamente um atendimento médico”, reforçou.

Vacinação ainda é a melhor prevenção

Segundo o médico, grupos prioritários, como idosos e pessoas com comorbidades, especialmente quem possui problemas respiratórios, necessitam da proteção oferecida pela vacina. Em caso de uma infecção por Influenza, haverá uma redução significativa de complicações.

“A pessoa ainda vai ter gripe, mas a chance de ter uma pneumonia ou uma internação reduz muito. Também existem vacinas contra os vírus sinciciais respiratórios (VSR), há grupos específicos para isso e ainda tem vacina contra pneumococo, que é o germe que mais causa pneumonia. Então, dependendo da pessoa, há indicação de diversos destes medicamentos”, frisou.

Além da vacinação, manter-se agasalhado e preparado para mudanças de temperatura também ajuda a reduzir os impactos. Ter uma alimentação, hidratação, atividade física e sono adequados são outros fatores importantes que vão ajudar a reduzir as consequências de infecções respiratórias.

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