Município segue negociando alternativas para viabilizar Hospital Santo Agostinho no Rio Maina
Criciúma
Prefeitura negocia com Estado o custeio da nova instituição

Segue em pauta a tentativa da Prefeitura de Criciúma de transformar o Centro de Retaguarda do Rio Maina, fechado no início do mês, em hospital. Nesta terça-feira, dia 28, em cerimônia que marcou um ano da abertura do Centro de Reabilitação Cardiopulmonar pós-Covid-19, localizado ao lado da estrutura do Centro de Retaguarda, tanto o prefeito Clésio Salvaro quanto o secretário de Saúde Acélio Casagrande demonstraram interesse em tirar o projeto do papel, nomeado de Hospital Santo Agostinho, todavia, ainda buscam alternativas para custeio.
De acordo com o prefeito, o espaço já foi colocado à disposição do Governo do Estado. Também não é possível estipular uma data para a resolução do caso. “É um processo que demanda um certo tempo. Não vamos fazer como no passado foi feito com o Hospital Materno Infantil Santa Catarina, quando o município assumiu atribuições que não são de sua competência e sacrificou a tesouraria da prefeitura durante 20 anos. Hoje o hospital funciona bem e pago com recursos do Estado, o que é obrigatoriedade do Estado. Queremos discutir quem vai custear este hospital”, explica Salvaro.
Não posso comprometer as futuras gerações e os próximos governantes, comprometendo parte da arrecadação para tocar o hospital. É importante sim, vai funcionar sim, mas com responsabilidade de quem vai pagar a conta.
Clésio Salvaro, prefeito de Criciúma
Mesmo após o final da pandemia, a ideia também é manter o Centro de Reabilitação, só que direcionado para pacientes de cirurgias cardíacas ou vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), por exemplo.
“São pessoas que precisam passar pelo processo de reabilitação. Já era ideia nossa, do Acélio e minha, termos um Centro de Reabilitação antes da Covid-19, a pandemia apenas acelerou esse processo. Vai continuar sim sendo um Centro de Reabilitação, mas temos espaço físico extraordinário e estamos discutindo com o Governo do Estado a forma de colocar toda esta estrutura à disposição para que procedimentos cirúrgicos de média e baixa complexidade sejam realizados aqui”, argumenta o prefeito.
O secretário de Saúde de Criciúma, Acélio Casagrande, também saiu em defesa da criação do Hospital Santo Agostinho. Ele entende que há necessidade de desafogar outras instituições hospitalares da região, e o espaço poderia atender as demandas com as devidas adequações.
“Esse é um espaço físico que temos que fazer algumas adequações, mas pode se transformar em um instrumento de muita ajuda na região, não só pensando em Criciúma. Temos dificuldades hoje de conseguir no Estado mais cirurgias, temos dificuldades de conseguir tantos outros serviços ainda, então ampliar a reabilitação com alguns setores de internação é fundamental”, defende.
Em entrevista ao Portal Engeplus no final de agosto, o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, não descartou a possibilidade do Estado custear o novo hospital em Criciúma, porém disse que a situação precisa ser melhor estudada e que a região já possui vários hospitais de alta e média complexidade.
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