Criciúma
Na curva das mortes, só flores. Sinalização em 15 dias
Por Redação Engeplus
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Parte do para-brisa ainda está ali, sobre a grama no acostamento improvisado entre o asfalto e um pequeno morro que acolhe uma cerca. E junto a essa cerca, perto dos vidros estilhaçados, flores. Estão novas ainda, coloridas, certamente alguma lembrança recente, tal qual um marco, no local do acidente de 25 de abril que tirou a vida de Cinara Pavan, a mãe, e do filho Nicolas Pavan Ferro.

Vai levar mais de um mês depois daquele trágico início de tarde na Rodovia Archimedes Naspolini para que providências sejam tomadas. O presidente da ASTC, Gustavo Medeiros, confirmou hoje que em quinze dias serão instaladas placas e recomposta a pintura da sinalização que inexiste no trecho em direção ao bairro Mina do Toco.
“Já temos o projeto executivo, vamos sinalizar toda aquela região com placas e acendimento da pintura na curso e em todo o trajeto”, afirma Medeiros. “Em 15 dias vamos conseguir fazer”, completa.

Antes de morrer, ela se preocupou
Um dos muitos protocolos de pedidos de providência foi encaminhado pela ASTC há alguns meses pela própria vítima deste último acidente. Cinara Pavan fazia parte de associação de moradores e seu carro foi atingido em uma colisão anterior que resultou na morte de um motoqueiro, quando ela se preocupou e levou a questão à autarquia de trânsito. “Teve esse motoqueiro, teve a Cinara e o filho dela e outras três pessoas, já morreram seis naquela curva”, reclama o presidente da Associação de Moradores da Mina do Toco, Luiz Carlos Naspolini.
Recentemente, moradores da região foram até a Câmara de Vereadores reforçar o protesto contra as condições da rodovia.




