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‘Não é sobre uma paralisação, é sobre deixar crianças sem alimentação’, afirma prefeito sobre greve

Afasc

Vagner Espindola garantiu que pode romper contrato com a Afasc

Por Rafaela Custódio12 de maio de 2026 5 min de leitura
João Gabriel da Rocha/Portal Engeplus

O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, garantiu na manhã desta terça-feira, dia 12, que a decisão da greve dos professores da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) deve ser discutida judicialmente. O chefe do Executivo ressaltou que o governo municipal está acompanhando a paralisação e já notificou a direção da instituição. Além disso, afirmou que pode romper o contrato.

“Se existe uma decisão para ser discutida judicialmente, então que se discuta judicialmente. Não é sobre uma paralisação, é sobre deixar crianças sem alimentação, é sobre deixar os pais na impossibilidade de ir trabalhar, é sobre isso. Então, nós não vamos ficar naturalmente olhando isso de paisagem. Já notifiquei e tomaremos todas as atitudes possíveis, jurídicas e administrativas, para restabelecer as vagas nas creches da cidade de Criciúma”, afirmou em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado.

Vídeo: prefeito ameaça romper contrato com a Afasc e questiona aumento de 60% aos professores

Para o prefeito, a greve é, sim, um ato político. “É só você passar pelas redes sociais e ver quais são os vereadores, quais são os atores políticos que estão fazendo discursos em redes sociais como se isso fosse uma vitória. Quem é, em sã consciência, que fica feliz com uma situação dessa? Que tem crianças que não foram para a creche e estão sem alimentação em casa? Essa é a nossa realidade. Não dá para a gente fazer de conta, não dá para a gente fazer disso um palco político”, observou.

Espindola ressaltou que a Afasc possui um contrato com a Prefeitura de Criciúma e precisa cumpri-lo. “A Afasc, assim como qualquer outra instituição que faz contrato de gestão com o setor público, é uma empresa contratada. Quando não consegue atender às cláusulas para as quais foi contratada, naturalmente existem cláusulas rescisórias. Por isso, a questão de viabilizarmos os prazos, viabilizarmos e darmos condição para que apresente uma justificativa. Mas eu não estou esperando isso acontecer, não. Já estamos, via Secretaria da Educação, fazendo contato com outras instituições para que a gente possa garantir que as nossas crianças tenham essa possibilidade, para que os pais consigam deixá-las em algumas outras instituições e, paralelo a isso, naturalmente abrir um novo credenciamento para outras instituições”, enfatizou.

O prefeito ainda afirmou pensar nos pais que não podem deixar seus filhos nos Centros de Educação Infantil (CEIs). “O que eu penso é nas famílias, nos pais e nas crianças que precisam ter um local para ficar para os pais irem trabalhar de forma segura”, finalizou.

Sobre a greve

Os professores da Afasc estiveram reunidos na última sexta-feira, dia 8, em assembleia no Sindicato dos Trabalhadores Ceramistas e recusaram a nova proposta da direção da instituição, de 6,36%.

Atualmente, os professores da Afasc recebem R$ 3.133,62 por 40 horas semanais. A instituição ofereceu, em um primeiro momento, 5,36%, ou seja, o salário passaria para R$ 3.301,58. Porém, a proposta foi rejeitada no último dia 27 de abril. Na última sexta-feira, o sindicato trouxe uma nova proposta de 6,36%, que também foi rejeitada por unanimidade. O piso do magistério para 40 horas semanais é de R$ 5.130,63.

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