Não precisamos morrer para descansar em paz
Para abraçar o futuro é preciso empatia, inclusão e consciência coletiva.

Não há como celebrar a vida sem respeitar a morte. Os lutos diários que enfrentamos ao abandonar as identidades que já não cabem, os lugares que não suportamos mais habitar e as relações que nos impedem de ser autênticos.
Em tempos de exaustão emocional, desejamos respeito, uma conversa profunda sobre recolhimento, silêncio e o nosso lar. Não precisamos morrer para descansar em paz.
Ignorar a finitude, única certeza que temos no caminho, é a arrogância de quem se considera eterno.
Despertamos para o que não víamos antes porque muitas coisas que víamos não existem.
Quem não escuta o chamado para viver o essencial, para estar presente e consciente do seu papel, está distraído.
Olhar para fora é fugir da complexidade do que somos.
Para abraçar o futuro é preciso empatia, inclusão e consciência coletiva.
Seguimos atentos às responsabilidades individuais, firmes no movimento que nos mantém vivos, mas acima de tudo, cautelosos para que a nossa saúde mental não seja apenas uma fantasia. Uma espécie de produto conveniente à alienação que nos isenta de exercermos a nossa verdadeira humanidade.



