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Saúde

Covid-19

'Não sabemos o que pode acontecer nas próximas semanas', diz epidemiologista sobre alerta máximo

Nova matriz de risco aponta quatro regiões classificadas com risco alto

Por Jessica Rosso - jessica.rosso@engeplus.com.br

3 min de leitura

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Foto: Unsplash/Ilustração

Os dados da nova matriz de risco divulgados na manhã desta quinta-feira, dia 15, apontaram que quatro regiões estão classificadas com risco alto (cor amarela). São elas: Médio Vale do Itajaí, Alto Vale do Itajaí, Xanxerê e Oeste. A região da Serra Catarinense, anteriormente classificada com o risco Alto, passou para a situação Grave (cor laranja). Por outro lado, a região do Alto Vale do Itajaí foi reclassificada do risco grave para o alto. Regiões da Grande Florianópolis, Planalto Norte, Serra Catarinense e Extremo Sul, com o aumento do número de casos, estão em alerta. Nas regiões Carbonífera, Laguna e Alto Vale do Rio do Peixe, os números apontam que a expansão da pandemia continua. As informações são da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive).

Possível segunda onda?

A epidemiologista Maria Cristina Willemann disse que passado o pico (momento de maior número de casos), as dimensões[da matriz] foram ajustadas para demonstrarem também pontos de piora em relação à Covid-19. "As medidas foram adaptadas para que pudéssemos ver após a descida da curva, uma possível segunda onda". Segundo ela, ainda não está claro se os números de casos irão decair ou se irão reascender. "A matriz é muito sensível a isso. É natural que nas semanas ocorra oscilação de níveis de risco, entendendo que estamos nessa dança, nessa oscilação, que é pequena e é justamente para isso que ela [a matriz] foi adaptada", afirmou.

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A profissional disse ainda que não se sabe se alguma região vai assumir uma queda no número de casos ou se irá ocorrer a ascendência para os próximos dias. Afirmou também que a Vigilância Epidemiológica do Estado de Santa Catarina está em alerta máximo, por justamente não saber o que vai acontecer nas próximas semanas em relação ao coronavírus.

"Na avaliação que temos das últimas semanas o momento é de estabilidade, com um grande número de casos, tão importante quanto tínhamos no final de junho, início de julho. Temos menos internações, menos óbitos, mas ainda temos muitos casos, que podem modificar o cenário de uma região de uma hora para outra", ressaltou.

O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, lembrou que a pandemia não acabou. “Há certa estabilidade nas últimas semanas, mas com um aumento de casos dos últimos dias houve esse reflexo na matriz. Foi o que aconteceu com a região da serra catarinense, por exemplo. Construímos regramentos sanitários seguros e precisamos que as pessoas respeitem e compreendam que o vírus não foi embora”, afirmou. “Com esses dados, podemos atuar com total segurança nos surtos que podem vir a acontecer, para reduzir ou evitar o impacto da segunda onda, que já vem atingindo outros países e estados”, disse.

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