Covid-19
'Não sabemos o que pode acontecer nas próximas semanas', diz epidemiologista sobre alerta máximo
Nova matriz de risco aponta quatro regiões classificadas com risco alto

Os dados da nova matriz de risco divulgados na manhã desta quinta-feira, dia 15, apontaram que quatro regiões estão classificadas com risco alto (cor amarela). São elas: Médio Vale do Itajaí, Alto Vale do Itajaí, Xanxerê e Oeste. A região da Serra Catarinense, anteriormente classificada com o risco Alto, passou para a situação Grave (cor laranja). Por outro lado, a região do Alto Vale do Itajaí foi reclassificada do risco grave para o alto. Regiões da Grande Florianópolis, Planalto Norte, Serra Catarinense e Extremo Sul, com o aumento do número de casos, estão em alerta. Nas regiões Carbonífera, Laguna e Alto Vale do Rio do Peixe, os números apontam que a expansão da pandemia continua. As informações são da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive).
Possível segunda onda?
A epidemiologista Maria Cristina Willemann disse que passado o pico (momento de maior número de casos), as dimensões[da matriz] foram ajustadas para demonstrarem também pontos de piora em relação à Covid-19. "As medidas foram adaptadas para que pudéssemos ver após a descida da curva, uma possível segunda onda". Segundo ela, ainda não está claro se os números de casos irão decair ou se irão reascender. "A matriz é muito sensível a isso. É natural que nas semanas ocorra oscilação de níveis de risco, entendendo que estamos nessa dança, nessa oscilação, que é pequena e é justamente para isso que ela [a matriz] foi adaptada", afirmou.
A profissional disse ainda que não se sabe se alguma região vai assumir uma queda no número de casos ou se irá ocorrer a ascendência para os próximos dias. Afirmou também que a Vigilância Epidemiológica do Estado de Santa Catarina está em alerta máximo, por justamente não saber o que vai acontecer nas próximas semanas em relação ao coronavírus.
"Na avaliação que temos das últimas semanas o momento é de estabilidade, com um grande número de casos, tão importante quanto tínhamos no final de junho, início de julho. Temos menos internações, menos óbitos, mas ainda temos muitos casos, que podem modificar o cenário de uma região de uma hora para outra", ressaltou.
O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, lembrou que a pandemia não acabou. “Há certa estabilidade nas últimas semanas, mas com um aumento de casos dos últimos dias houve esse reflexo na matriz. Foi o que aconteceu com a região da serra catarinense, por exemplo. Construímos regramentos sanitários seguros e precisamos que as pessoas respeitem e compreendam que o vírus não foi embora”, afirmou. “Com esses dados, podemos atuar com total segurança nos surtos que podem vir a acontecer, para reduzir ou evitar o impacto da segunda onda, que já vem atingindo outros países e estados”, disse.


