‘Não sei o que tenho a ver com isso’, afirma Bruno Ferreira, após Operação do Gaeco em Criciúma
Operação Mercadores da Morte
Secretário de Assistência Social é responsável pela Central Funerária

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) cumpriu mandados de busca e apreensão durante a Operação Mercadores da Morte nessa terça-feira, dia 28, na Central Funerária de Criciúma, no Paço Municipal Marcos Rovaris e nas residências do secretário de Assistência Social Bruno Ferreira e de um funcionário ligado à Central Funerária. Foram apreendidos celulares e documentos.
Na manhã desta quarta-feira, dia 29, Ferreira se pronunciou sobre o caso e garantiu que não entendeu o motivo de ter seu nome citado na investigação. “Infelizmente temos que estar falando da operação do Gaeco e é triste, mas quando assumimos cargos com compromisso e responsabilidade em Criciúma faz parte. Meu celular está com o Gaeco e eles vão encontrar bastante pé de galinha e bucho, pois é o que tem, ligação com isso [operação], não tem nada”, afirmou em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado.
O secretário comentou que pediu ao prefeito Clésio Salvaro para falar sobre o assunto. "Foi um pedido que fiz ao prefeito, queria falar, porque sou advogado e trabalhei na área por muito tempo e normalmente alguns agentes públicos ao ter culpa no cartório preferem emitir nota ou se posicionar por meio escrito e pedi para falar. É um absurdo o que estão fazendo. Eles não irão encontrar nada e não porque escondi, é porque não tem nada. Não tem ligação nenhuma da secretaria. Todo processo licitatório, o setor de compras, lisura total”, destacou.
Ferreira ressaltou que a comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanhou a busca e apreensão do Gaeco em sua residência. “Como sou advogado, a comissão da OAB fez o acompanhamento de toda a busca e apreensão. Fizeram busca e apreensão na minha casa e não encontraram nada. Mostrei documentos e levaram apenas meu celular”, comentou. “Terminando na minha casa, fomos para a Prefeitura de Criciúma. Estou tranquilo, pois não vai dar em nada e no final ninguém vai pedir desculpa. Não sei o que tenho a ver com isso”, acrescentou.
Ao ser questionado sobre a formação de um cartel, Ferreira afirmou que “uma empresa de Florianópolis e São José está formando esse cartel e essa mesma funerária venceu o certame e está trabalhando em Criciúma e os ‘modus operandi’ estão trazendo para Criciúma, porém garanto, que desde que entramos em janeiro que fiscalizamos as seis funerárias, que é, sim, de responsabilidade da secretária não ocorria nenhum tipo de cartel. Quantas vezes eu fiz funerárias devolver dinheiro para famílias”, contou.
Ferreira comentou que desde 2008 o município estava tentando licitar o trabalho funerário. “É um trabalho rentável. Quando falamos de funerária, todas as pessoas têm dúvida sobre o trabalho. Eles fazem o comércio e nós somos o Poder Público. Quando teve a licitação, passaram a trabalhar quatro funerárias em Criciúma e nós continuamos fiscalizando e posso garantir que em Criciúma esse cartel não existia, lógico, uma denúncia aqui e ali, mas nós fiscalizando. O que foi passado é que existe um cartel na cidade de Florianópolis e São José e que esse cartel estava se instalando em Criciúma. Não fala da gestão da Central Funerária. Fala das vendas de caixão e isso não acontece em Criciúma”, assegurou.
Atualmente, trabalham quatro empresas na Central Funerária de Criciúma. “Depois do processo licitatório, tinham seis funerárias que trabalhavam aqui, elas participaram do processo licitatório, não ganharam e elas fecharam e saíram do serviço que trabalhavam há anos e é lógico que ninguém quer. Outras quatro empresas ganharam e elas [as que perderam a licitação] quiseram trabalhar em outros municípios e existe uma lei que regulamenta o trabalho em Criciúma. As funerárias questionaram isso”, detalhou.
Ferreira explicou detalhadamente o trabalho realizado pelas funerárias em Criciúma. Acompanhe abaixo:
Portal Engeplus · Bruno Ferreira
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