Negada liberdade condicional para Assange no Reino Unido
Juíza bloqueou extradição com base em estado de saúde do fundador do Wikileaks
Atualização: Os advogados tentaram liberdade condicional para Assange nesta quarta (06). A juíza Vanessa Baraitser negou o pedido dizendo que há evidências que justificam o risco de fuga de Assange. A extradição está suspensa, mas o ativista deve aguardar na prisão.
A juíza negou o pedido de extradição de Julian Assange devido a questões sobre sua saúde mental e o risco de suicídio nos Estados Unidos.
Assange, de 49 anos, está sendo processado pela publicação de milhares de documentos classificados como secretos em 2010 e 2011.
O governo dos EUA alega que os vazamentos das informações quebraram a lei e colocaram vidas em perigo. Assange, por sua vez, diz que o caso é motivado politicamente e luta contra a extradição.
As autoridades norte-americanas têm 14 dias para protocolar um recurso. Assange, que deve agora ser levado de volta à prisão de Belmarsh. deverá pedir liberdade condicional através de seus advogados.
Seu advogado, Ed Fitzgerald, declarou à corte que há evidência suficiente de que ele não irá fugir.
A juíza do caso, Vanessa Baraitser, decidiu que ainda que os promotores dos EUA atendam as exigências para extradição do ativista para julgamento, eles não apresentaram garantias suficientes de que poderiam prevenir um possível suicídio.
Ela destacou as evidências de seus pensamentos suicidas e de dano próprio e afirmou que "há uma impressão completa de um homem em desespero e depressivo, temeroso de seu futuro".



