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Hospital São Donato

Negociações pela UTI avançam, mas ainda não há prazo para abertura da ala

Emendas parlamentares aparecem como provável solução para o impasse financeiro

Por Thiago Hockmüller

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Foto: Divulgação

Mesmo em processo de seleção de funcionários para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a diretoria do Hospital São Donato (HSD) trata com cautela a possibilidade de abertura da ala. No entanto, há um alento. O Governo do Estado vem manifestando um maior interesse na ativação dos 10 leitos e intensificando as tratativas para solucionar o impasse financeiro que trava o funcionamento da UTI.

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Segundo o presidente do HSD, Waldemar Luiz, existem várias frentes de negociação. Entre elas, o recebimento de emendas parlamentares, que também foi a solução para o não fechamento da maternidade. “A proposta continua a mesma. Existem outras alternativas, como emendas parlamentares. Estamos vendo uma alternativa para abrir o mais rápido possível, mas não existe data concreta, apenas uma vontade”, explica.

A proposta citada pelo presidente trata do repasse de R$ 250 mil pelo Governo do Estado. Para abrir a UTI, o Ministério da Saúde estipula a necessidade de R$ 440 mil/mês. Faltaria ao hospital um aporte de R$ 190 mil. Para reduzir o valor de custeio, o HSD ainda trabalha com a possibilidade de enxugar o protocolo do Ministério da Saúde para R$ 360 mil/mês. Ainda assim faltariam R$ 110 mil.

Em entrevista para o Portal Engeplus, em julho, Luiz havia mostrado desânimo diante da situação. Após diversas reuniões com a Secretaria de Estado da Saúde, já consegue enxergar uma solução para o impasse. “A conversa está adiantada com o Estado. Primeiro pela constatação que o Estado sabe que existe um deficit de leitos de UTI na região. E também porque os pacientes são do Estado, o nosso funcionamento é 100% SUS (Sistema Único de Saúde). Estamos criado alternativas”, argumenta.

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A UTI do São Donato foi inaugurada em dezembro de 2018. Em janeiro deste ano recebeu os últimos reparos, mas desde então o hospital vem travando uma batalha por recursos. Em julho, adquiriu junto à Vigilância Sanitária o alvará de funcionamento. E agora está selecionando funcionários para compor a equipe quando a unidade entrar em funcionamento.

O presidente explica que a seleção funciona apenas como uma atualização. Em janeiro foi realizado o mesmo processo e desde então muitos profissionais já foram alocados no mercado de trabalho. Ao todo, são entre 30 a 35 funcionários, entre enfermeiros, médicos, funcionários para higienização, nutricionista, fisioterapeuta, etc.

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