Saúde

No mês de prevenção contra doenças cardíacas, cardiologista alerta sobre importância do cuidado precoce

Setembro Vermelho

Dados da SBC apontam que mais de 270 mil pessoas morreram no Brasil em 2026

Por Leonardo Minatto04 de setembro de 2026 3 min de leitura
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Além de ser o mês da campanha nacional de conscientização sobre a prevenção ao suicídio, setembro também é o mês nacional de conscientização e prevenção contra as doenças cardiovasculares. Com base nos dados do Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em 2026, o Brasil já registrou mais 270 mil mortes causadas por estas enfermidades.

Segundo a cardiologista Amanda Bolan, as principais doenças são a hipertensão arterial sistêmica, doença coronariana (que pode levar ao infarto agudo do miocárdio), insuficiência cardíaca, arritmias, doenças das válvulas do coração e doenças vasculares, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e a doença arterial periférica.

“Na maioria das vezes não acontecem por uma causa única. Elas resultam da combinação de predisposição genética, envelhecimento e fatores de risco como pressão alta, colesterol elevado, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade e alimentação inadequada. Muitas delas estão relacionadas à aterosclerose, que é o acúmulo de placas nas artérias ao longo dos anos. Essa doença, além de ser complexa e progressiva, ocorre de forma silenciosa”, explicou.

Amanda pontuou que parte significativa das enfermidades cardiovasculares aparece de forma silenciosa. “É difícil perceber, mas os sintomas mais frequentes são dor ou desconforto no peito, falta de ar, palpitações, cansaço excessivo, tontura, desmaio e inchaço nas pernas”, alertou.

O tratamento é variável, de acordo com a gravidade. Isso pode incluir mudanças de hábitos e uso de medicamentos. "Há casos em que são necessários procedimentos como angioplastia coronariana, implante de marcapasso ou cirurgia de revascularização miocárdica. O mais importante é que o tratamento seja individualizado, levando em consideração não apenas a doença, mas o risco cardiovascular de cada paciente”, destacou.

Prevenção e alerta

De acordo com a cardiologista, grande parte do risco cardiovascular pode ser reduzido com medidas consideradas simples, como cessar o tabagismo e alcoolismo, praticar atividades físicas de maneira regular por 150 minutos semanais e ter uma alimentação equilibrada. “É muito importante cuidar do sono e manter a pressão arterial, níveis de colesterol, glicemia e peso sob controle. A saúde é um capital que construímos ao longo da vida. Cada bom hábito é um pequeno investimento que fazemos hoje, para termos saúde e autonomia ao longo dos anos", afirmou.

Por fim, Amanda reforçou que a doença cardiovascular não começa no dia em que acontece um infarto ou um AVC. Conforme a cardiologista, ela se desenvolve silenciosamente ao longo dos anos. “Ainda temos uma cultura voltada para tratar a doença depois que ela aparece, quando deveríamos valorizar cada vez mais a prevenção. Conhecer seus fatores de risco e cuidar deles precocemente pode mudar a saúde que teremos daqui a dez, 20 ou 30 anos. É importante enfatizar que a doença cardiovascular segue sendo a doença com maior mortalidade no Brasil e no mundo”, finalizou.

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