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Nova política de proteção à infância e adolescência é lançada em Criciúma

Família Acolhedora

Serviço será apresentado nesta quinta-feira, dia 17, no Salão Ouro Negro do Paço

Por João Gabriel da Rocha16 de julho de 2025 3 min de leitura
Divulgação

Toda criança e adolescente merece crescer cercado de cuidado, dignidade e afeto. Com esse compromisso, a Secretaria Municipal de Assistência Social apresenta nesta quinta-feira, dia 17, às 10 horas, no Salão Ouro Negro do Paço Municipal Marcos Rovaris, em Criciúma, o serviço Família Acolhedora.

A cerimônia é aberta ao público e marcará o início oficial no município, com explicações sobre o funcionamento, os requisitos para inscrição e o papel das famílias acolhedoras.

Com a iniciativa, será possível oferecer acolhimento temporário para crianças e adolescentes afastados da família de origem por decisão judicial em razão de situações de risco, como negligência, abandono ou violência.

Ao invés do encaminhamento para um abrigo institucional, o serviço propõe a inserção dos acolhidos em lares provisórios, com atenção individualizada, afeto e estabilidade emocional durante o período necessário.

Para o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, o serviço Família Acolhedora representa uma das ações mais significativas da gestão municipal. “Criança precisa de colo, presença e vínculo afetivo. Ao proporcionar um lar provisório com estrutura e carinho, estamos resgatando a dignidade de quem mais precisa. Esse é o nosso compromisso com a infância e com o futuro de Criciúma”, afirmou.

O vice-prefeito Salésio Lima destacou o caráter solidário da proposta. “Mais do que um serviço social, é um ato de empatia. Queremos que cada criança acolhida se sinta protegida, valorizada e respeitada”, pontuou.

Como funciona o Família Acolhedora

A secretária municipal de Assistência Social, Dudi Sônego, explicou que o serviço organiza o acolhimento de crianças e adolescentes por meio de famílias previamente cadastradas, capacitadas e acompanhadas por uma equipe técnica da Secretaria.

“O acolhimento acontece quando há uma decisão judicial que determina o afastamento da criança da família de origem e a guarda provisória é concedida à família acolhedora. É importante destacar que esse serviço não se confunde com adoção. A proposta é oferecer um lar temporário, com cuidado individualizado, carinho e segurança durante o período necessário”, ressaltou a secretária.

Segundo Dudi, durante o acolhimento, a família recebe um subsídio mensal equivalente a um salário mínimo por criança e/ou adolescente, além de acompanhamento psicossocial. “Esse valor não é uma remuneração e, sim, uma forma de garantir as condições adequadas para o cuidado. Sempre que possível, buscamos manter irmãos juntos no mesmo lar, preservando vínculos familiares”, completou.

Quem pode participar e como se inscrever

Para se candidatar ao serviço, as pessoas ou famílias devem atender alguns critérios. Além disso, o processo de credenciamento inclui análise documental, entrevista psicossocial, visita domiciliar e participação em capacitação – realizada em grupos de até 15 famílias por etapa.

Inclusive, as inscrições já estão abertas e ocorrem por tempo indeterminado. Elas podem ser feitas presencialmente na Secretaria Municipal de Assistência Social (rua Domênico Sônego, nº 542, bairro Santa Bárbara), de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 11h30 e das 13h30 às 17 horas. Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone (48) 3431-0200. Confira abaixo os critérios necessários:

  • Ter mais de 21 anos;

  • Residir em Criciúma;

  • Apresentar estabilidade emocional e financeira;

  • Ter disponibilidade de tempo;

  • Não estar inscrito no Cadastro Nacional de Adoção;

  • Não apresentar histórico de violência ou dependência química;

  • Obter a concordância de todos os membros da família maiores de 18 anos.

Colaboração: Daiana Farias

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