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Novela sem fim: asfalto ainda não chegou na região do complexo penitenciário

Estrada ruim

Vereador Ademir Honorato busca solução junto ao Governo do Estado e Prefeitura de Criciúma

Por Thiago Hockmüller05 de março de 2025 3 min de leitura
Thiago Hockmüller/Arquivo Engeplus

Comunidades que vivem no entorno do complexo penitenciário, em Criciúma, ainda aguardam a pavimentação das ruas Pedro Liberato Pavei, acesso ao Centro de Atendimento Socioeducativo (Case Sul), e José Martinho Teixeira, principal acesso para a Penitenciária Sul. As obras, orçadas em quase R$ 15 milhões em 2023, chegaram a ser licitadas, mas jamais saíram do papel.

Uma das vozes mais atuantes na busca por uma solução é o vereador Ademir Honorato (PL). Recentemente ele tratou do assunto com o governador Jorginho Mello (PL) e com o prefeito Vaguinho Espíndola (PSD). Do governador, ouviu que o projeto pode ser incluído em um novo programa que atenderá estradas rurais nos municípios.

“As expectativas são boas. O governador Jorginho vai lançar essa semana o projeto da estrada rural em uma parceria com os municípios para asfaltar as ruas do interior. Conversei sobre as medidas e já tinha conversado com ele em 2023, quando foi lançada a Estrada Boa. Ele disse que em 2024 ou 2025 teria novidades para este tipo de rua”, explica Honorato.

A pavimentação dos acessos ao complexo penitenciário fazem parte das medidas compensatórias, compromisso firmado pelo Governo do Estado em razão das construções da Penitenciária Sul e do Case Sul. Durante os anos de reivindicação, as lideranças comunitárias das comunidades criciumenses de Morro Albino, Vila Maria e São Domingos, e Espigão da Pedra, de Araranguá, trataram com três governos diferentes: de Raimundo Colombo (PSD), Carlos Moisés (Republicanos) e Jorginho Mello. Teve ainda Eduardo Pinho Moreira (MDB), vice que assumiu na reta final do governo de Colombo. Nenhum cumpriu a promessa.

“Estamos correndo contra o tempo. Não podemos aliviar. Temos que adequar como o prefeito quer ou como o governo oferece. As licitações foram canceladas, mas pode até haver aproveitamento delas se o Governo do Estado aceitar pagar. Aquela região era pacata, boa e tranquila, depois mudou totalmente a realidade. Antes tinham a realidade de ficar carro aberto, casa aberta e saiam sem problema algum. Hoje em dia sempre tem que ter alguém em casa. As medidas compensatórias são o mínimo”, argumentou.

Os dois projetos foram orçados em R$ 14,7 milhões, R$ 9,7 milhões para pavimentação de 3,2 quilômetros do acesso ao Case Sul e R$ 5 milhões para os dois quilômetros do acesso à Penitenciária Sul. Possivelmente os valores sofrerão reajuste. Cabe lembrar que as duas obras preveem contrapartida da Prefeitura de Criciúma, que nas antigas licitações usaria recursos da Caixa Econômica Federal via Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa).

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