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Número de crimes reduz 50% na região do 9ºBPM durante isolamento social

Dados comparam períodos antes e depois da vigência do decreto estadual

Por Lucas Renan Domingos

2 min de leitura

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Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo Portal Engeplus

O 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM) divulgou um dado curioso na tarde desta quinta-feira, dia 26. O número de crimes na região de atuação do 9º BPM (Criciúma, Nova Veneza, Treviso, Siderópolis e Forquilhinha) reduziu após a implementação de medidas isolamento social de pessoas devido a pandemia da Covid-19 no Estado.

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Na avaliação da Polícia Militar (PM), a queda se deve principalmente ao fechamento do comércio e da indústria em geral, somado a redução da circulação de pessoas. Os números da PM mostram que houve uma diminuição de aproximadamente 50% na quantidade de crimes a partir do início da validade do decreto Nº 515 do Governo de Santa Catarina.

A diminuição fica clara nos gráficos divulgados pela polícia, que comparam a primeira com a segunda quinzena de março. Os registros de crimes passaram de 56 no dia 4 de março para 28 no dia 25 do mesmo mês. “É importante destacar que não há interesse por parte do comando da Polícia Militar que as pessoas deixem de circular para reduzir crimes. Mas realmente é um fato”, disse o major Eduardo Moreno, subcomandante do 9º BPM.

Acredita a PM que a explicação para a queda se deve ao comportamento da população neste período. “O crime se desenvolve onde tem pessoas, onde há dinheiro. Com o comércio fechado, não há essa circulação. Então aqueles roubos e furtos praticados nas ruas estão acontecendo bem menos”, disse o major.

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Residências também se tornaram alvos mais difíceis para os criminosos. “Quem antes furtava casa, hoje pensa duas vezes, porque os moradores estão nelas. O roubo acontece um caso ou outro. O próprio criminoso está se preservando”, acrescentou.

“Até mesmo violência doméstica diminuiu. Nesse caso, não há um estudo que aponte porque as agressões diminuíram. Talvez tenha alguma ligação com os comércios. A maioria dos casos ocorre devido ao homem chegar embriagado em casa e agredir a vítima. Com os bares fechados, eles ficam em casa”, analisou o subcomandante.

Ainda sobre o assunto violência doméstica, Moreno afirma que a Rede Catarina, voltada para o acompanhamento de medidas protetivas das vítimas, segue funcionando. “As guarnições têm contato com as mulheres pelo celular. As rondas não estamos fazendo neste período. Por conta de remanejamento do efetivo devido a pandemia”, contou.

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