Ofício de greve será entregue na segunda-feira à Afasc e paralisação pode ocorrer em 72 horas
Criciúma
Professores optaram pela greve na última segunda-feira, dia 27

O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (STEERSESC) deve entregar, na próxima segunda-feira, dia 4, à direção da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc), o ofício informando que os professores optaram pela greve.
“Após a entrega do ofício, teremos 72 horas para a paralisação. Não entregamos antes devido ao feriado do Dia do Trabalhador, nesta sexta-feira, dia 1º de maio, e também para dar uma esticada no tempo para uma possível negociação”, explicou José Argente Filho, atual presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (STEERSESC), em entrevista ao Portal Engeplus.
Mais de 450 professores da Afasc estiveram reunidos na noite da última segunda-feira, dia 27, em assembleia para deliberar sobre o reajuste salarial da categoria e optaram pelo estado de greve.
Há um impasse nas negociações, pois o Governo Federal estabeleceu o piso nacional do magistério em R$ 5.130,63 para uma jornada de 40 horas semanais, valor que não é pago aos professores da Afasc. Atualmente, os profissionais recebem R$ 3.133,62 para a mesma carga horária.
“O posicionamento da direção da Afasc é no sentido de que o piso do magistério público não se aplica às instituições de natureza eminentemente privada. Imagine o seguinte: o município contrata seis mil vagas e paga por essas seis mil vagas, assim como contrata um quilômetro de asfalto e paga por esse serviço, ou compra gasolina e paga por ela. Nem o posto de gasolina, nem a empresa do asfalto e nem a Afasc são públicos. O fato de receber dinheiro público não empresta natureza pública ao órgão”, afirmou o advogado Alexandre Barcelos João, responsável jurídico da Afasc, em entrevista ao Portal Engeplus.
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