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ONG denuncia maus-tratos e envenenamento de animais em Meleiro

Protesto

Organização lamentou morte de cão conhecido pela comunidade

Por João Gabriel da Rocha02 de dezembro de 2025 2 min de leitura
Freepik/Ilustrativa

A Organização de Defesa Animal de Meleiro (Odam) está protestando contra o aumento de casos de maus-tratos a animais no município. Segundo a entidade, dois cães morreram nos últimos dias. Um deles foi envenenado na área central da cidade e o outro morreu após ser levado ao canil municipal.

Entre os animais está 'Ursinho', um cão conhecido e querido pela comunidade. A ONG lamentou a morte nas redes sociais. “Ele vivia na rua, cercado de cuidado, atenção e afeto. Era visto, amado e respeitado. Contra a vontade de quem realmente se importava, foi retirado à força do único lugar onde recebia gentileza e levado para um canil onde deveria estar seguro”.

Segundo a voluntária Edinalva Salvaro, o canil, originalmente fundado pela própria ONG, sempre recebeu muitos animais retirados das ruas. Porém, segundo ela, a situação piorou após a mudança do espaço para um local a aproximadamente dez quilômetros da cidade, durante a gestão do ex-prefeito Eder Mattos. “Levaram o canil para lá e não fizeram cercado nem estrutura adequada. Ficou uma ‘gambiarra’. Só tem um caseiro cuidando. Já morreram muitos cães por brigas e desaparecimentos”, afirmou ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado.

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Edinalva relatou que muitos moradores solicitam que cães de rua sejam recolhidos, mesmo quando não representando risco ou incômodo. “Pediram para levar dois cachorros que não faziam nada, só dormiam. Levamos, e acabaram matando um deles. Puxaram o animal por uma brecha na tela, arrastaram e mataram. É uma situação muito triste”, disse.

A ONG já formalizou uma denúncia no fórum, o que resultou em multa aplicada pela prefeitura, com prazo de 180 dias para regularizar a estrutura do canil. Entretanto, segundo a voluntária, nenhuma melhoria foi realizada até agora. “Estamos lutando para arrumarem o canil. Fizemos cerca, tosamos os animais, tudo é a ONG que faz. A prefeitura somente paga o caseiro”, lamentou.

A delegada Natália Rebel informou ao Portal Engeplus que ainda não há investigação em andamento. Um boletim de ocorrência será registrado nesta terça-feira, dia 2, e a partir dele, um inquérito deve ser instaurado.

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