Orientações para as manobras de desengasgo mudaram; veja como fazer
Atenção!
Alterações começaram a valer no dia 21 de outubro

As orientações para as manobras de desobstrução das vias áreas foram atualizadas. As principais alterações são em relação à execução em bebês e crianças. As mudanças começaram a ser executadas recentemente nos batalhões, sendo que foram publicadas oficialmente no dia 21 de outubro. No momento elas passam por divulgação e adequação nas capacitações dentro dos cursos.
Conforme o Tenente-coronel, Henrique Piovezam da Silveira, comandante do 4º Batalhão de Bombeiros (4º BBM) de Criciúma, as variações chegaram para facilitar a compreensão da execução no cotidiano.
“Facilitou um pouco mais, porque todas as manobras são do mesmo jeito, só muda a forma com que é executada. A gente faz as tapotagens nas costas, tanto no lactante, na criança ou no adulto, e depois faz as compressões sobre diafragmáticas. Agora parece que ficou um pouco mais fácil de compreender”, destacou o comandante.
As mudanças foram estabelecidas pela American Heart Association (AHA), que realiza a atualização a cada 5 anos, tanto nas manobras de Reanimação Cardiopulmonar (RCP), quanto a da Obstrução de Vias Aéreas por Corpo Estranho (OVACE).
Duas mudanças para as crianças
A principal alteração estabelecida por essa atualização, foi em relação à técnica de desobstrução utilizada em bebês ou crianças menores. “O que mudou foi no jeito de realizar. Por exemplo, antes a gente fazia a manobra, no lactante, com a ajuda de dois dedos. Agora é orientada fazer com a mão, a base da mão”, explicou.
Outro ponto importante é oficialização em relação às crianças um pouco maiores. “Antes, na criança, a gente fazia, basicamente, igual a do adulto, só que não tinha nada escrito. Não existia expressamente na diretriz. A gente já fazia semelhante, mas não tinha nada documentado. Agora, é feito as cinco tapotagens e depois as compressões por trás”, completou.
O comandante destacou que não existe uma justificativa exata para as mudanças, mas que com a forma mais recente fica mais fácil de realizar. “Não fala especificamente o motivo, mas eles trabalham com a medicina baseada em evidências. Foram sendo feitos estudos de vários casos e viu-se que não tinha uma efetividade tão grande com os dedos. Porque é difícil fazer compressão com dois dedos, pois tem que empurrar. E perceberam que com a base da mão ficou um pouco mais fácil de fazer”, descreveu.
Principais orientações em casos extremos
Além da mudança dentro dos batalhões, é importante que a população esteja atenta as novas normas estabelecidas. Pois muitas vezes, são elas que precisam realizá-las. “Na verdade, é essencial porque salva as vidas. Às vezes, não dá tempo de a gente chegar até o local, pois é uma coisa abrupta e rápida. O segredo de tudo é tentar manter a calma”, enfatizou.
Antes que a emergência aconteça, é necessário que a pessoa já saiba realizar a manobra, ou já tenha feito alguma vez sem a pressão do momento. “Se você for tentar aprender na hora da emergência, vai ser mais difícil. Então, saber fazer a manobra de uma maneira ordinária e corriqueira facilita bastante”, ressaltou.
A orientação mais importante é lembrar de ligar para o número do batalhão em caso de emergência. “A gente sempre salienta a questão do número de emergência. Do 193, no caso do bombeiro, e do 192 para o SAMU. Mas, falando especificamente no bombeiro, o nosso atendente lá vai orientar a fazer a manobra também”, frisou.
Silveira destacou que, especificamente com os lactantes, o cuidado deve ser em dobro. “É preciso cuidar muito na questão da amamentação, porque é nesse período que normalmente acontece a obstrução. Normalmente pequenininho, com um, dois, três meses de vida. Tentar ver sinais se o bebê está tossindo na hora da lactação. Manter a posição mais elevada da cabeça em relação ao corpo, para evitar essa obstrução”, finalizou.
Confira a maneira correta de realizar cada manobra:



