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Pequeno e perigoso

Otero revela insatisfação no Uruguai e quer reencontrar a alegria no Criciúma

Jogador sonha com novo momento no futebol para justificar o apelido de escorpião

Por Lucas Renan Domingos

3 min de leitura

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Foto: Lucca Vieira/Criciúma E.C.

Uma carreira consolidada nem sempre é sinal de satisfação. E foi para tentar reencontrar a felicidade que atacante venezuelano Rómulo Otero aceitou a proposta para jogar no Criciúma. Em sua apresentação na tarde desta quarta-feira, dia 18, o jogador deu detalhes do que o levou trocar o Nacional, um dos principais times do Uruguai, para defender o Tigre na Série B do Campeonato Brasileiro.

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“Eu estava em uma situação muito chata no Uruguai. Era um futebol que eu não estava sendo o Otero alegre do dia a dia. Não estava sendo feliz com minha família”, confirmou. “Em todos os times que passei, eu jogava de meia ou de ponta. Lá eu tinha que ser só ponta e correr, quando ia para o meio, não podia. Jogo de ponta, mas os treinadores me dão a liberdade de ir para o meio e chutar, que é o que faço de melhor”, emendou.

O cuidado com a família foi mais um dos motivos para assinar contrato com o Tigre, além da influência de amigos. Antes de encaminhar negociações com o Criciúma, Otero conversou com o ex-zagueiro carvoeiro e também venezuelano Wilker Ángel. Outro a dar boas referências da equipe foi Sandry, volante tricolor que jogou com Otero no Santos.

Jogador tem passagens por grandes clubes do futebol brasileiro. (Foto: Lucca Vieira/ Criciúma E.C)

“O Wilker me disse que a cidade é bem familiar, tranquila e gira em torno do Criciúma. A hora que saiu que fui contratado, me emocionei bastante com a minha família ao ver o apoio e as mensagens que recebi da torcida. Está sendo ótimo. Estou bastante feliz e ansioso para jogar. Estou em outro momento”, disse.

Pequeno e perigoso

Otero tem um apelido bastante peculiar: escorpião. A brincadeira faz referência ao início da carreira, no Caracas, da Venezuela. “Quando fiz o meu primeiro jogo no Caracas, eu era baixinho e bem magro. Me deram uma camiseta muito grande. E eu joguei bem, daí começaram a me chamar de escorpião por ser baixinho e perigoso. Depois o locutor do Caracas começou a me apresentar assim quando anunciava os jogadores e o apelido ficou”, contou o atacante.

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É esse o Otero que ele espera reencontrar com a camisa do Criciúma. “Eu estou bastante ansioso. Queria estrear agora no Catarinense, mas não consigo. Vim para dar o meu melhor, para tentar levar o Criciúma para a Série A. Vou treinar muito, me esforçar ao máximo para que eu e meus companheiros possamos cumprir o objetivo”, concluiu.

Currículo

Rómulo Otero Vasquez tem 33 anos. O atacante fez base no Caracas, onde se profissionalizou em 2010 e ficou no clube venezuelano até 2015, quando foi para o Huachipato, do Chile. Seu primeiro clube no Brasil foi o Atlético Mineiro, em 2017, tendo atuado em mais de 130 jogos até 2020. Após passagem pelo futebol da Arábia Saudita, no Al-Wehda, o jogador retornou ao país para vestir a camisa do Corinthians por duas temporadas.

Otero ainda defendeu o Cruz Azul do México, o Aucas do Equador, o Fortaleza e o Santos, quando foi peça importante na campanha do título da Série B do Campeonato Brasileiro, em 2024. Na Seleção Venezuelana fez sua estreia em 2013, e pelo seu país ainda disputou as Eliminatórias da Copa do Mundo Fifa e duas Copas América.

Em 2025 o atacante atuou no Nacional. Pelo clube uruguaio, Otero fez 36 jogos e levantou as taças da Supercopa Uruguaia e da primeira divisão do país.

Otero mostra seu nome estampado na camisa do Criciúma (
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