Saúde
Ozz Saúde se manifesta sobre possível paralisação das atividades do Samu
Empresa afirmou que está trabalhando junto ao Estado para efetuar pagamento do 13º salário
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O Portal Engeplus conversou com a empresa Ozz Saúde, após a informação de que os trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da região de Criciúma e Araranguá podem deflagrar paralisação das atividades nos próximos dias. Na manhã desta quarta-feira, dia 16, a gestora do Samu, informou que está trabalhando junto ao Estado para realizar o pagamento do 13º salário nos próximo dias.
O diretor jurídico Glauber Guimarães de Oliveira da empresa OZZ Saúde, respondeu as afirmações feitas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e região (Sindisaúde). O sindicato afirma que os funcionários estão além do 13º salário, sem férias e sem material para prestar os serviços, trabalhando em condições precárias.
Conforme o diretor jurídico sempre nesta época do ano há muita insegurança dos trabalhadores, pois o contrato com o Estado finda em 31 de dezembro de 2020. Porém já foi renovado até o dia 31 de dezembro de 2021. "Em três anos de operação jamais atrasamos um único dia de salário". Sobre as férias ele alegou que foram suspensas tendo em vista a MP 927, que perdeu a eficácia, "porém a empresa já apresentou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e sindicatos a escala de férias para todos os colaboradores", afirmou.
O diretor explicou ainda que mesmo o Estado não repassando diversas verbas para a empresa, que somam um déficit de aproximadamente 90 milhões, que deve ser resolvido no primeiro trimestre de 2021, "a OZZ Saúde sempre honrou e pagou o 13º salário que somam R$ 5 milhões com recursos próprios", disse.
Sobre a falta de equipamento de proteção individual (EPI) e materiais para os funcionários trabalharem, ele disse que o MPT faz periodicamente inspeções, haja vista as constantes denúncias infundadas, e que jamais a empresa foi autuada. "O serviço de Samu de Santa Catarina é o melhor do Brasil", concluiu.
Entenda o caso
Nessa terça-feira, dia 15, o Portal Engeplus divulgou que os trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da região de Criciúma e Araranguá podem deflagrar paralisação das atividades nos próximos dias. São cerca de 170 profissionais na região.
"A revolta é grande com esta situação, a falta de respeito e valorização da gestora do Samu, a Ozz Saúde, com a essencial importância destes profissionais" explica o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e região (Sindisaúde), Cleber Ricardo da Silva Cândido.
"Estamos organizando com os trabalhadores um ato. Eles não querem fazer greve, porque entendem que esse momento de pandemia iria trazer um prejuízo muito grande para a população, mas estamos organizando essa manifestação para os próximos dias caso o 13º não seja pago até sexta-feira", disse. Para poder trabalhar os funcionários estão pedindo material emprestado para os hospitais, informou.



