Pais e alunos protestam na Câmara de Vereadores contra a municipalização de escola em Siderópolis
Imbróglio
Escola de Educação Básica Dr. Tullo Cavallazzi pode ser municipalizada em 2026

A sessão ordinária dessa segunda-feira, dia 22, foi marcada por uma manifestação contra a municipalização da Escola de Educação Básica Dr. Tullo Cavallazzi, do bairro Rio Fiorita, em Siderópolis. Pais e alunos estiveram no plenário da Câmara de Vereadores com cartazes contra a municipalização.
O pai de um aluno do terceiro ano do ensino fundamental, Anderson José Rosso, utilizou a tribuna para se manifestar contrário a decisão da municipalização. “Desde o início do ano letivo, é notável a melhora do desempenho e desenvolvimento escolar do meu filho, após o atendimento especializado fornecido pelo acompanhamento do segundo professor graduado e pós-graduado em educação especial. Meu filho tem 9 anos e está protegido, avançando nos conteúdos e, principalmente, ele é uma criança feliz. Hoje ele está numa boa escola e foi bem acolhido e é uma criança super dócil”, destacou.
A presidente da Câmara de Vereadores, Gláucia Cesa Périco (MDB), também falou sobre a municipalização da instituição. “Hoje fomos na escola e vimos a grande diferença que é da escola municipal para a estadual. A gente acompanha o trabalho do que é feito no município e do que é feito no Estado. A diferença é imensa, né? Principalmente para os pais atípicos. Então, assim, a gente se sensibiliza com isso e a gente vê a importância realmente da não municipalização, da importância dessas professoras que estão aqui, desses pais e dos alunos. Então, a gente mais uma vez solicita ao governo municipal para não municipalizar essa escola”, ressaltou.
Contraponto
O secretário de Educação de Siderópolis, Méricles Rossa, o Meck, afirmou em entrevista ao Portal Engeplus, que a decisão da municipalização já foi tomada e que o governo municipal receberá a escola em dezembro, iniciando os trabalhos na instituição de ensino em janeiro de 2026.
“Nossa região cresceu muito e muitas pessoas de outros estados estão pedindo por vagas e, por isso, solicitamos a municipalização. Além disso, o Estado já está passando muitas escolas para os municípios, inclusive isso já aconteceu em Siderópolis”, ressaltou.
O secretário garantiu que nenhum pai de aluno procurou o governo municipal para tratar do assunto. “Iremos abrir turnos integrais. Estamos em capacitação de inclusão, é o direito que as pessoas com deficiência ter o segundo professor e vamos atender esta demanda. Abrimos 450 vagas no ano passado e todas foram preenchidas e não estamos dando conta e, por isso, dá necessidade da escola”, afirmou.
Ele ainda garantiu que o nome da escola não será trocado. “A história da instituição de ensino não será apagada. Faremos inúmeras melhorias, como inserir a escola nos projetos municipais, escola de música, cobrir o ginásio de esportes. Além disso, teremos, sim, o segundo professor, assim como teremos transporte”, frisou. Já sobre o processo seletivo para professores, o secretário destacou que também será realizado. “A única diferença é que o processo seletivo será com o município e não com o Estado”, ponutou.



