Países europeus debatem vacinação obrigatória
Alemanha é um dos países que desejar tornar a imunização obrigatória
Por André Abreu
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Vacinação contra a Covid-19 obrigatória ou não? Esta é a pergunta que domina as atenções agora na Alemanha, onde o futuro chanceler se mostra favorável à imposição já a partir de fevereiro.
Num momento em que a variante Ômicron parece estar impulsionando a COVID-19 de novo pela Europa e condicionando as viagens inclusive entre países europeus, Olaf Scholz, que deve ser empossado nos primeiros dias de dezembro, manifestou o apoio à vacinação obrigatória após uma reunião com a ainda "dona" da chancelaria, Angela Merkel.
O social-democrata, proposto para líder do governo pela coligação "semáforo" (assim denominada pelas cores dos partidos, amarela, vermelha e verde), admite colocar em questão a votação no "Bundestag" (parlamento alemão) ainda antes do final do ano, com o objetivo de a aplicar em fevereiro.
Ao mesmo tempo, no Reino Unido, a prioridade passa somente por acelerar o reforço da imunização para tentar travar a escalada da nova variante.
Enquanto tenta resistir a um novo confinamento, Boris Johnson diz contar ter, no final de janeiro, todos os adultos na Inglaterra já com a terceira dose da vacina anticovid.
"Além da abertura da vacinação para o grupo dos 12 aos 15 anos, o comitê independente de vacinação recomenda o reforço para todos os maiores de 18 anos e que o intervalo entre a segunda e a terceira doses seja reduzido de seis para três meses. Isto significa que mais de 14 milhões de adultos se tornam elegíveis para o reforço da vacina só na Inglaterra", sublinhou o primeiro-ministro britânico.
Vacinação vs. vírus
Sem surpresa, os países mais vulneráveis na Europa são os que têm uma menor taxa de vacinação.
Na República Tcheca, por exemplo, o governo está a tentar inocular um milhão de doses de reforço só numa semana.
Em Portugal, onde a taxa de vacinação é elevada e os novos casos estão baixos comparados com os números da maioria da Europa, está prestes a abrir em Lisboa o maio centro de vacinação do país.
Na África do Sul, onde se pensa estar a origem da variante Ômicron, os estudos mais recentes parecem sugerir que o fechamento das fronteiras europeias aos voos sul-africanos foi precipitado e alegam que os casos provocados pela nova variante são de baixa gravidade.
O ministro da Saúde de Israel afirmou, entretanto, ter dados preliminares de que as vacinas anticovid são eficazes contra esta nova variante e prometeu dados mais concretos para os próximos dias.



