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Contexto Internacional

Países europeus debatem vacinação obrigatória

Alemanha é um dos países que desejar tornar a imunização obrigatória

Por André Abreu

3 min de leitura

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Foto: Clemens Bilan/Epa/Expresso

Vacinação contra a Covid-19 obrigatória ou não? Esta é a pergunta que domina as atenções agora na Alemanha, onde o futuro chanceler se mostra favorável à imposição já a partir de fevereiro.

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Num momento em que a variante Ômicron parece estar impulsionando a COVID-19 de novo pela Europa e condicionando as viagens inclusive entre países europeus, Olaf Scholz, que deve ser empossado nos primeiros dias de dezembro, manifestou o apoio à vacinação obrigatória após uma reunião com a ainda "dona" da chancelaria, Angela Merkel.

O social-democrata, proposto para líder do governo pela coligação "semáforo" (assim denominada pelas cores dos partidos, amarela, vermelha e verde), admite colocar em questão a votação no "Bundestag" (parlamento alemão) ainda antes do final do ano, com o objetivo de a aplicar em fevereiro.

Ao mesmo tempo, no Reino Unido, a prioridade passa somente por acelerar o reforço da imunização para tentar travar a escalada da nova variante.

Enquanto tenta resistir a um novo confinamento, Boris Johnson diz contar ter, no final de janeiro, todos os adultos na Inglaterra já com a terceira dose da vacina anticovid.

"Além da abertura da vacinação para o grupo dos 12 aos 15 anos, o comitê independente de vacinação recomenda o reforço para todos os maiores de 18 anos e que o intervalo entre a segunda e a terceira doses seja reduzido de seis para três meses. Isto significa que mais de 14 milhões de adultos se tornam elegíveis para o reforço da vacina só na Inglaterra", sublinhou o primeiro-ministro britânico.

Vacinação vs. vírus

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Sem surpresa, os países mais vulneráveis na Europa são os que têm uma menor taxa de vacinação.

Na República Tcheca, por exemplo, o governo está a tentar inocular um milhão de doses de reforço só numa semana.

Em Portugal, onde a taxa de vacinação é elevada e os novos casos estão baixos comparados com os números da maioria da Europa, está prestes a abrir em Lisboa o maio centro de vacinação do país.

Na África do Sul, onde se pensa estar a origem da variante Ômicron, os estudos mais recentes parecem sugerir que o fechamento das fronteiras europeias aos voos sul-africanos foi precipitado e alegam que os casos provocados pela nova variante são de baixa gravidade.

O ministro da Saúde de Israel afirmou, entretanto, ter dados preliminares de que as vacinas anticovid são eficazes contra esta nova variante e prometeu dados mais concretos para os próximos dias.

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