Paraguai estende para duas semanas quarentena obrigatória
Presidente decidiu manter isolamento até 12 de abril
Por André Abreu
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O Paraguai anunciou ontem (28) que estenderá as medidas de isolamento a fim de evitar a expansão do coronavírus até 12 de abril, embora tenha acrescentado duas exceções que procuram dar um respiro à população diante da paralisação da atividade econômica.
O governo foi criticado principalmente por associações de médicos e profissionais da saúde depois de uma mensagem confusa de alguns de seus ministros na noite de sexta-feira sobre a duração das medidas e as concessões que fariam.
“Depois de escutar os argumentos de todos os setores, decidi manter o isolamento total até 12 de abril. Peço um esforço a mais para todos! Continuemos solidários com nosso sistema de saúde”, disse o presidente do Paraguai Mario Abdo.
O assessor da Presidência Hernán Hutteman (foto) explicou que as duas novas exceções habilitam empregadores a realizar acordos para o pagamento de salários a empregados e fornecedores, e ao Ministério da Educação e Ciência a convocar os servidores da pasta para entregar alimento a famílias pobres.
O Paraguai foi um dos primeiros países do continente a adotar medidas restritivas para evitar a propagação do vírus.
Em 11 de março, suspendeu as atividades em instituições educativas e eventos de aglomerações em massa, e uma semana depois decretou o isolamento total da população, com exceção para quem realiza trabalhos essenciais e que precisem se abastecer.



