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Pe Antônio Junior: quatro anos de sacerdócio e a volta dos fiés à Igreja Católica

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Adriana Zanoni/Douglas Saviato

Renovação, essa é a palavra que define o padre Antônio Junior, que está há seis meses na Catedral São José, de Criciúma. Nesta quinta-feira, o jovem padre, de 29 anos, completa quatro anos de sacerdócio. A cada celebração que ministra, o pároco leva uma legião de fiés à igreja. Com o jeito irreverente em que conduz as celebrações, o padre Antônio Junior reaproximou jovens, adultos e idosos que estavam afastados da catedral.

Em um novo jeito de ser igreja, com mais alegria e dinâmica, seja na liturgia ou nas canções, o padre tem dado um efeito positivo aos fiés. Conforme Antônio Junior, é visível o crescente aumento dos católicos nas celebrações, na igreja matriz. “Nesses seis meses que estou na catedral, venho percebendo o aumento dos fiés. Muitas pessoas escrevem ou mandam e-mail contando que estavam afastados. Outros relatam que vieram de outras igrejas”, pontua.

O padre trabalhou com outro pároco que tinha o mesmo perfil, conduzia as celebrações com mais animação. “Sempre tive esse desejo, as minhas celebrações são mais alegres, tento tocar no coração das pessoas, falar dos problemas que o povo enfrenta”, explica.

Foi o que aconteceu com a professora de educação física, de 40 anos, Rita Lalau, que estava com início de depressão, mas após frequentar as celebrações, sente-se renovada. “Graças à fé e ao padre eu consegui sair desta situação. Ele é um homem que abrange todas as gerações, é um abençoado. Ele fala dos problemas que as famílias enfrentam, estresse, depressão, drogas a destruição nas famílias. Aqui o povo tem liberdade de chorar, se entregar sem vergonha e sair daqui mais puro”, ressalta.

Para a dona de casa, de 50 anos, Maria Izabel, o padre representa o servo de Deus. “Ele veio para reviver a fé que estava faltando, a gente espera que ele fiquei aqui por muito tempo ainda”, salienta. De acordo com o professor de matemática, de 50 anos, Leonir Maffioletti, o padre mostra que a igreja ainda está viva. “Ele celebra uma missa que envolve a todos. As pessoas participam muito mais, com mais intensidade, diferente das missas tradicionais” compara.

Suicídio - Conforme o padre, hoje a população recebe uma pressão muito grande do consumismo e da produção. “As pessoas têm que produzir, produzir e consumir cada vez mais para ser alguém na vida e acabam perdendo alguns valores. Às vezes ele não consegue realizar tudo, se ilude e acaba perdendo o sentido da vida", pontua. "Assim, fica um ponto de interrogação no coração dessas pessoas, o da inutilidade”.
O padre ainda acrescenta que as pessoas precisam deixar de pensar no capital. "O vazio espiritual não pode afetar a população", conclui o jovem padre.

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