Criciúma
'Pediam direitos que já têm', diz juíza da Vara de Execuções Penais sobre motim na Penitenciária Sul
Débora Zanini destacou trabalho de policiais e advogados da OAB na negociação
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A rebelião dos presos na Penitenciária Sul, em Criciúma, ocorrida nessa sexta-feira, dia 14, só chegou ao fim após uma negociação entre o Batalhão de Operações Especiais (Bope) e os dez detentos rebelados. Os presos aceitaram liberar os policiais penais que estavam reféns depois de elaborarem uma lista de reivindicações pedindo por mais direitos na unidade prisional.
A lista conta com nove solicitações, entre elas estão pedidos de transferência, incentivo para ressocialização, melhoria na alimentação, reclamação de superlotação e outros pontos elencados pelos apenados. Para a juíza titular da Vara de Execuções Penais da comarca de Criciúma, Débora Zanini, os presos protestaram por direitos que já possuem.
“Eles possuem cobertores, eles têm quatro refeições por dia, a superlotação existe, mas nada comparado com outras regiões do Estado e do país. Na Penitenciária Sul, eles possuem um mínimo conforto. Em relação a ressocialização, tivemos que diminuir por conta da pandemia, mas eles possuem trabalho, garantias asseguradas por lei e os direitos humanos são respeitados. Fizeram a rebelião querendo direitos que já têm”, pontuou a juíza.
Para Débora, os rebelados tentaram forçar uma transferência. “A rebelião aconteceu porque a Penitenciária Sul é de segurança máxima e possui uma disciplina rigorosa e rígida. Eles possuem direitos, mas também possuem deveres e não gostam das obrigações que lhe são impostas. São presos de faccionados, de alta periculosidade e que, reforço, pediam por direitos que já possuem”, frisou.

Juíza enaltece trabalho de policiais e advogados
Além do Bope, atuaram na ocorrência policias militares da 6ª Região de Polícia Militar (6ª RPM), da 8ª Região de Polícia Militar (8ª RPM), da Aviação da PMSC, a Polícia Civil e os policiais penais. O presidente e vice-presidente da Comissão de Assuntos Penais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Criciúma, Diomar Gilberto de Souza e Antônio Salfer, respectivamente, também foram chamados dentro da unidade prisional.
“Quero destacar o trabalho dos profissionais que trabalharam nesta rebelião na Penitenciária Sul. Os policiais penais, policiais militares, policiais civis foram excelentes na liberação dos reféns, que não se feriram. Quero agradecer também a OAB que foi fundamental na resolução do conflito, com os advogados sendo hábeis na negociação para uma rendição dos presos de forma pacífica”, finalizou.
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