“Pegamos praticamente destroçado”, afirma diretor tesoureiro sobre sindicato
Criciúma e Região
Afimação foi feita após reclamações de filas para cancelamento de taxa sindical anual

O diretor tesoureiro do Sindicato dos Comerciários de Criciúma e Região, Marcelo Ramos, disse que a gestão que assumiu em janeiro de 2023, se deparou com um sindicato “destroçado, tanto politicamente quanto financeiramente”. A afirmação foi feita na tarde desta quarta-feira, dia 25, após reclamações de fila e demora no atendimento na sede para o cancelamento de uma taxa sindical anual no valor de R$70.
Ocorre que a taxa não é obrigatória, mas segundo o diretor tesoureiro é necessária para manter as despesas. Ele explicou que foi necessário conter despesas e fazer rescisões. “Esse sindicato só está de pé ainda por conta justamente de ter outros sindicatos que acabaram nos emprestando alguns valores”, ressaltou. Ramos disse ainda que eram quatro funcionários, sendo que destes, dois saíram e dois permanecem por obrigatoriedade.
A estimativa é de que 3 mil cartas se opondo ao desconto da contribuição negocial profissional referente ao mês de setembro sejam entregues até esta quinta-feira, dia 26, data que encerra o prazo de dez dias a contar do registro da CCT junto ao Ministério do Trabalho para a entrega da manifestação por escrito.
“O pessoal deixa sempre para a última hora, porque são dez dias que o trabalhador pode vir aqui e trazer essa carta. A primeira semana é tranquila, não dá esse tumulto”, disse. O desconto para aqueles que não entregarem a carta ocorrerá na folha de pagamento do mês de outubro. O diretor tesoureiro explicou ainda sobre os trabalhos da nova gestão que gerou a conquista do piso da categoria, que passou de R$1.800 para R$1.900, e um aumento de 4,5% para que ganha acima do piso.



